A partir de 1º de janeiro de 2026, passam a valer em todo o país as novas regras para ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos, conforme a Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A medida determina que ciclomotores deverão ser registrados, licenciados e emplacados. Além disso, seus condutores precisarão possuir Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A. Os veículos também deverão estar equipados com espelhos retrovisores, farol dianteiro, lanterna traseira, velocímetro, buzina e escapamento silencioso. O uso de capacete e vestuário de proteção passa a ser obrigatório. De acordo com o Contran, os proprietários têm até 31 de dezembro de 2025 para se adequar às novas exigências. A presidente do órgão executivo de trânsito do Acre, Taynara Martins, reforça que o objetivo é garantir mais segurança e padronizar a circulação de veículos no trânsito das cidades. “As novas regras trazem mais responsabilidade e proteção para quem utiliza ciclomotores e bicicletas elétricas. É uma adequação necessária para evitar acidentes e promover um convívio mais seguro entre todos os modais”, destaca. As bicicletas elétricas, por sua vez, continuam dispensadas de registro e licenciamento, mas devem cumprir os requisitos mínimos de segurança, como indicador de velocidade, sinalização noturna e campainha. Esses veículos podem circular em ciclovias, ciclofaixas e áreas de pedestres, conforme normas regulamentares. A principal diferença entre os dois tipos de veículos está no modo de funcionamento: o ciclomotor possui acelerador e não tem pedais de fábrica, enquanto a bicicleta elétrica opera com pedal assistido e o motor desliga quando o ciclista para de pedalar. [Agência de Notícias]
Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição
Em uma viagem a Paris, o jornalista Cásper Líbero ficou maravilhado com uma corrida realizada à noite. Decidido a promover algo semelhante no Brasil, ele idealizou uma prova que deveria ocorrer sempre no último dia do ano. E foi assim que, em uma noite do dia 31 de dezembro de 1925, foi realizada a primeira Corrida de São Silvestre da história. Ela recebeu esse nome em homenagem ao santo do dia. “A São Silvestre foi uma ideia do jornalista, empresário e advogado Cásper Líbero. Ele estava passeando por Paris em 1924 e assistiu uma prova em que os corredores empunhavam tochas, fazendo um efeito super lindo à noite, com aquela vibração toda. Ele gostou, se entusiasmou e trouxe a ideia para o Brasil, para São Paulo. E já em 1925 ele criou a primeira edição da corrida de São Silvestre. Na época, inclusive, São Silvestre era escrito com Y. Foi aí que nasceu a nossa prova, que hoje está completando a sua centésima edição”, diz Eric Castelheiro, diretor-executivo da Corrida Internacional de São Silvestre, em entrevista à reportagem do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação – EBC. Disputada inicialmente na virada do ano, a primeira edição contou com 60 inscritos, mas apenas 48 deles participaram da largada, que ocorreu no Parque Trianon, na Avenida Paulista, às 23h40. Eles percorreram 8,8 mil metros pelas ruas de São Paulo e a corrida acabou sendo vencida por Alfredo Gomes, que completou o percurso em 23m19s. “O Alfredo Gomes era um atleta negro. Em 1924, um ano antes da primeira edição da São Silvestre, ele já fazia sucesso porque estava representando o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Ele foi o primeiro negro a representar o país”, explica Castelheiro. Desde então, a São Silvestre se tornou a corrida mais tradicional e conhecida do país e só deixou de ser realizada em 2020, devido à pandemia da covid-19. No ano passado, a prova completou 100 anos de sua história, mas é somente neste ano de 2025 que ela chega à sua centésima edição, alcançando um recorde de participantes com mais de 50 mil corredores inscritos. Heróis Em suas primeiras edições, apenas atletas brasileiros participavam da prova. Mas, a partir de 1927 foi permitida a inscrição de estrangeiros que moravam no Brasil, o que vez com que o italiano Heitor Blasi, radicado em São Paulo, vencesse as edições de 1927 e 1929. Blasi foi o único estrangeiro a ganhar a prova na chamada fase nacional da corrida, que durou até 1944. A partir de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a corrida passou a contar com a participação de atletas estrangeiros, mas inicialmente só para atletas da América do Sul. Foi só dois anos depois que ela passou a ser de fato mundial, dando início a um período de 34 anos sem vitórias de atletas brasileiros, o que só foi superado em 1980, com a vitória do pernambucano José João da Silva. As mulheres só começaram a competir em 1975, prova que foi vencida pela alemã Christa Valensieck. Lágrimas e gritos Em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, da EBC, o empresário e ex-atleta José João da Silva recordou daquele dia em que quebrou o tabu. “O povo começava a chorar, a gritar. O Osmar (de Oliveira, meu médico) começou a gritar e a chorar. Era [a quebra] de um tabu. O primeiro brasileiro a vencer”, conta. “Eu fui o abençoado, vamos dizer assim. Cheguei e consegui esse marco. Essa vitória foi um grande marco”, recorda. Ele, que começou a trabalhar muito cedo, ainda criança, nas roças de Pernambuco, não fazia ideia do que aquela vitória na São Silvestre significaria para a sua vida. “Parou o país. Foi como uma Copa do Mundo. O povo queria invadir e foi contido pela polícia. Eu não sabia o tamanho [dessa vitória]. Depois a gente fica meio [assim], dá até vontade de chorar. É muito impactante. A tua vida muda totalmente”, recorda. Um brasileiro como José João da Silva e que vence essa prova acaba se tornando uma espécie de herói para a população, destaca o diretor da corrida. “Esses atletas [brasileiros], que estão em um evento tão representativo e que tem tanto alcance e história, acabam virando ídolos”, assegura. “Um atleta de uma corrida de rua está correndo o tempo todo em todo lugar. Então, ele acaba sendo aquele super-herói humano. Ele parece um super-herói, mas ele também é humano igual a você. Então acho que isso acaba trazendo muita identificação”, garante. Recorde Isso foi o que aconteceu com Marilson Gomes dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010. “Os brasileiros torcem muito para [os atletas] brasileiros, independente de qual modalidade for. Na São Silvestre a gente pode sentir isso. Quando você ganha, vemos mais pessoas querendo correr também, querendo participar de prova de rua. Eu vi muitos depoimentos e até hoje escuto pessoas falando que começaram a correr porque me viram correr a São Silvestre, porque me viram ganhar a São Silvestre em 2003”, assegura. Maria Zeferina Baldaia também sentiu uma grande mudança em sua vida após participar e ganhar a corrida em 2001. Ela, que trabalhou por 20 anos como boia-fria [termo popular usado para ser referir a um trabalhador rural], recorda como começou a correr até se tornar referência no esporte. “Eu trabalhava como boia-fria e, na hora do almoço, desde criança, eu corria. Já saia correndo pelo carreador que são as estradas largas que dividem a cana dos dois lados”, conta. “Corri durante 15 anos descalça, porque eu não tinha tênis. Meus pais não tinham condições de comprar um e, mesmo assim, eu continuei correndo, apesar dos cacos de vidro e do sol quente. Eu tinha o objetivo de ajudar a minha família, então corri durante 15 anos descalça”, recorda. Inspiração Um dia ela estava assistindo a uma corrida da São Silvestre na casa de uma vizinha e surgiu a inspiração para participar do evento.
Mega da Virada entra na reta final para apostas físicas e online
Interessados em participar do sorteio da Mega da Virada têm até as 20h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira (31) para realizar suas apostas, de forma física ou online. O prêmio estimado para o sorteio deste fim de ano é de R$ 1 bilhão, o maior da história. O concurso especial ocorre anualmente na última noite do ano. As apostas podem ser feitas em mais de 13 mil lotéricas de todo o país, pelo portal da Caixa e pelo aplicativo de loterias da Caixa. Clientes do banco também podem utilizar o internet banking. O sorteio será realizado às 22h, com transmissão pelo perfil das Loterias Caixa no Facebook e pelo canal da Caixa no YouTube. Para fazer uma aposta simples, de seis números, é preciso desembolsar R$ 6. O prêmio da Mega da Virada não acumula. Se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, o prêmio será dividido entre os acertadores da segunda faixa, com acerto de cinco números), e assim por diante. Desde a sua primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Alerta Na última semana, a Caixa alertou para o surgimento de diversos sites falsos que simulam o portal Loterias Online, único site oficial para recebimento de apostas, inclusive apostas da Mega da Virada. “Além de não registrarem as apostas, os falsários podem furtar os dados pessoais da vítima e ficar com o dinheiro dela”, destacou a Caixa em comunicado. [Agência Brasil]
DIÁRIO DO ESPORTE EM 29/12 em 2025
Diario do Esporte com informções no mundo do futebol arte, acompanhe ao vivo…
Prefeitura de Rio Branco atende famílias atingidas por enxurrada do igarapé Batista
Monitorando a situação de vários pontos da cidade de Rio Branco devido à forte chuva que atingiu a capital acreana na noite da última quinta-feira (25) até o final da tarde de sexta-feira (26), com precipitação superior a 170 milímetros, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), deu início aos protocolos de atendimento à população atingida por enxurradas e alagamentos. Somente na noite de sexta-feira, equipes da Defesa Civil Municipal, da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos prestaram atendimento a 50 pessoas. Inicialmente, 13 famílias foram retiradas de suas casas, sendo que 10 foram levadas para a Escola Municipal Álvaro Vieira da Rocha, no bairro Conquista, e três foram encaminhadas para casas de familiares. “De forma permanente e constante, desde as primeiras horas em que começou a chuva, iniciamos um monitoramento. Ficamos a madrugada inteira e, pela manhã, começamos a ir aos bairros para verificar como estava se comportando toda a questão hidrográfica aqui de Rio Branco. Constatamos recentemente que tivemos mais de 170 milímetros de chuva. Com isso, houve um grande transtorno para as famílias e agora, ainda durante a noite, seguindo as orientações do prefeito Tião Bocalom, estamos aqui, no bairro da Paz, retirando famílias. Já ativamos abrigos e estamos removendo mais famílias, uma vez que o igarapé Batista continua aumentando paulatinamente”, explicou Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil Municipal. Em Rio Branco, 15 bairros, com cerca de 1.500 famílias, foram atingidos diretamente pela enxurrada, sendo que 300 dessas famílias foram atingidas com maior severidade e precisarão ser retiradas de suas casas. “Nós tivemos 15 bairros atingidos, com algo em torno de 1.500 famílias afetadas no município de Rio Branco por essa grande chuva, essa grande enxurrada. Dentro desse total, pelo menos 300 famílias foram atingidas de forma mais severa, inclusive algumas delas estão sendo retiradas neste momento”, concluiu o coordenador. Na Rua Botafogo, no bairro da Paz, cerca de quatro famílias foram retiradas do local. No Parque das Palmeiras, uma moradora cadeirante foi retirada nos braços por um servidor da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade. A Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade disponibilizou 200 servidores para atuar na assistência às famílias atingidas pela enxurrada. “Esse é o nosso planejamento para atender, e já estamos monitorando desde as primeiras chuvas de inverno, junto com a Defesa Civil, com o coronel Falcão, com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, com a Saúde, além da Emurb e da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana. Estamos nesse mutirão para atender a região da Baixada, o bairro Plácido de Castro também, onde já realizamos o trabalho preventivo desde o começo do inverno. Aqui no bairro da Paz, como falei, o trabalho começou ainda no verão. Já acionamos mais de 200 colaboradores, trabalhando em equipe, e estamos desde às cinco horas da manhã acompanhando esse monitoramento e levando atendimento, conforme determinação do nosso prefeito Tião Bocalom”, afirmou Tony Roque, secretário municipal de Cuidados com a Cidade. O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Joabe Lira, acompanhou a retirada das famílias que estavam sendo encaminhadas para o abrigo. “Estamos acompanhando desde cedo essa enxurrada que atingiu a nossa cidade. Conversei ainda pela manhã com o coronel Falcão, coordenador da Defesa Civil, sobre as providências que a Prefeitura estava tomando para o monitoramento dos pontos já conhecidos como propícios a alagamentos, além de prestar apoio às famílias. Estivemos à tarde na Baixada do Sobral, conversando com moradores do bairro Ayrton Senna, onde foram construídas duas galerias, e agora estamos no bairro da Paz, prestando apoio. Neste momento, a prioridade é garantir a segurança dessas famílias e aguardar que o nível das águas comece a baixar, já que a chuva cessou”, comentou o parlamentar. Os trabalhos iniciados ainda na tarde de sexta-feira (26), seguiram até o início da madrugada de sábado, com o acolhimento e o abrigamento da última família na Escola Municipal Álvaro Vieira da Rocha. [Assessoria]
Prefeito Tião Bocalom reúne secretariado para planejar socorro às famílias vítimas das enchentes
A forte chuva que atingiu o município nas últimas horas causou sérios transtornos. De acordo com a Defesa Civil municipal, foram registrados 171 milímetros de chuva em apenas 17 horas, o equivalente a 19 dias de precipitação, um fato considerado inédito para esta época do ano. Ao todo, 15 bairros foram afetados, atingindo cerca de 1.500 famílias. Dessas, 10 — entre crianças, jovens, adultos e idosos — precisaram ser retiradas de suas casas e foram acolhidas na Escola Álvaro da Rocha, no bairro da Comquista. As famílias estão recebendo refeições, água potável, atendimento de saúde e outros serviços essenciais. Nas últimas 24 horas, o nível do Rio Acre subiu de 7,60 para 13,73 metros, medição registrada às 6 horas desta manhã. A partir dos 14 metros, será necessária a retirada de moradores dos bairros historicamente atingidos pelas cheias do rio. Segundo a Defesa Civil, as primeiras áreas a serem afetadas são as comunidades indígenas que vivem no bairro da Base. Atualmente, os maiores problemas registrados são enxurradas, deslizamentos e desmoronamentos.Diante da situação, o prefeito Tião Bocalom reuniu, na manhã desta terça-feira, todo o secretariado municipal para planejar o atendimento às famílias atingidas e determinou o empenho total das equipes da Prefeitura. Em seguida, o prefeito visitou as famílias abrigadas na Escola Álvaro da Rocha, onde se solidarizou com os desabrigados e garantiu total apoio do poder público neste momento de dificuldade.Entre as pessoas acolhidas está Ângela Karine Santos da Silva, que está no abrigo com a filha, o esposo e o cunhado. Moradora do bairro da Paz, ela agradeceu o apoio recebido.“Muito obrigada à Prefeitura pelo socorro que está dando a mim e à minha família. Em um momento difícil como este, é bom saber que podemos contar com o poder público”, afirmou. Outra moradora, Sebastião Granjeiro, do bairro Parque das Palmeiras, também elogiou a atuação da gestão municipal.“Nunca fui tão bem atendida em períodos de enchente como nesta gestão. Sou muito grata”, relatou.Acompanhado do vice-prefeito Alysson Bestene de secretários municipais, o prefeito Tião Bocalom também esteve no Parque de Exposições, onde autorizou o início dos serviços de limpeza do local para, se necessário, construir abrigos provisórios para receber as vítimas das enchentes. Na zona rural, localidades como Catuaba, Quixadá, Belo Jardim e Colibri já foram atingidas pelas águas do Rio Acre e de igarapés. Famílias da agricultura familiar já começam a contabilizar perdas na produção. No Quixadá, algumas famílias encontram-se isoladas devido ao rompimento de uma bueiro. [Assessoria]
Polícia Federal prende Filipe Martins, condenado pela trama golpista
A Polícia Federal informou neste sábado (27) que cumpre dez mandados de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, para condenados no âmbito da trama golpista, que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A decisão, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, ocorre após a tentativa frustrada de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal e um dos condenados pelo STF. Felipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, foi um dos presos por determinação de Moraes. Em uma rede social, o advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, informou que os policiais federais compareceram à casa do ex-assessor, em Ponta Grossa, no Paraná, para efetivar a medida de prisão domiciliar. O advogado considera a prisão como “abusiva”, por não atender os critérios do direito penal. “Não há nenhum indício concreto de risco de fuga e, como qualquer leigo sabe, a Constituição proíbe punir uma pessoa por atos de terceiros”, afirmou. Filipe Martins e Silvinei Vasques integram o Núcleo 2 da trama golpista. Martins foi condenado a 21 anos, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão, inicialmente em regime fechado e multa, e Vasques a 24 anos e 6 meses, sendo 22 anos de reclusão, também em regime fechado. Além do Paraná, a PF informou que as ordens judiciais estão sendo cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército em parte das diligências. A PF informou ainda que, além da prisão domiciliar, o STF ordenou medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas. Tentativa de fuga Na sexta-feira (26), Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, após o ex-diretor da PRF ter sido preso, após tentar fugir do país pelo Paraguai. O ex-diretor cumpria prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, e a medida foi determinada após Silvinei romper o equipamento e fugir para o país vizinho, onde foi detido pelas autoridades locais quando tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador. Moraes apontou na decisão que foi informado pela Polícia Federal de que a tornozeleira parou de emitir sinal de GPS por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (25). Em seguida, agentes foram à casa do ex-diretor, em São José, em Santa Catarina, e constataram que ele não estava na residência. Ainda na sexta-feira, a PF confirmou que o ex-diretor foi levado pela polícia paraguaia para a fronteira com o Brasil e entregue a agentes da PF na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Ciudad del Leste, no Paraguai. Ele deve ser transferido para Brasília nas próximas horas. [Agência Brasil]
Detran orienta condutores sobre cuidados ao pegar a estrada no fim de ano
Com a chegada do período de festas de fim de ano, o fluxo de veículos aumenta significativamente. Muitas famílias aproveitam o recesso para viajar, o que exige atenção redobrada de motoristas e passageiros. O Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran) reforça as orientações de segurança para quem vai pegar a estrada. De acordo com a presidente do Detran, Taynara Martins, a prevenção começa antes mesmo de ligar o veículo. “Para viajar, é fundamental realizar uma revisão preventiva, verificando itens básicos como freios, pneus — inclusive o estepe —, sistema de iluminação, óleo do motor, água do radiador e parte elétrica. Esses cuidados ajudam a evitar imprevistos e reduzem os riscos de acidentes”, destacou. Durante a condução, é recomendado manter uma postura responsável ao volante. Respeitar os limites de velocidade, manter distância segura do veículo à frente, evitar ultrapassagens perigosas e jamais dirigir sob efeito de álcool ou substâncias que comprometam a atenção são atitudes indispensáveis. “Também é muito importante não dirigir com sono e fazer pausas para descanso em viagens mais longas”, completou a presidente. Os passageiros também têm papel fundamental na segurança viária. O Detran alerta que todos devem utilizar o cinto de segurança, inclusive no banco traseiro, e que crianças devem estar corretamente acomodadas em cadeirinhas ou dispositivos de retenção adequados à idade, peso e altura. “Além disso, os passageiros devem colaborar com o condutor, evitando distrações e alertando sempre que perceberem situações de risco”, ressaltou Taynara Martins. Outro fator de atenção neste período é o inverno amazônico. As chuvas frequentes aumentam os perigos nas vias, exigindo ainda mais cautela. Segundo o Detran, em dias chuvosos, o ideal é reduzir a velocidade, manter os pneus em bom estado, usar o farol baixo mesmo durante o dia e aumentar a distância de segurança. “A pista molhada reduz a aderência e aumenta a distância de frenagem. Também é essencial evitar freadas bruscas e não atravessar trechos alagados”, alertou a presidente. O Detran reforça que a segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada e que atitudes simples podem salvar vidas. A orientação é clara: planejar a viagem, dirigir com prudência e lembrar que chegar alguns minutos depois é sempre melhor do que não chegar. [Agência de Notícias]
Nova portaria redefine execução do PAA Indígena e destina R$ 4 milhões de recursos para o Acre
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea, voltado aos povos indígenas, passa a contar com novas regras, prazos e limites financeiros a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU) da Portaria nº 237, de 22 de dezembro de 2025 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). No Acre, o programa é executado pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), que fica responsável pela articulação institucional, cadastramento das propostas e acompanhamento das ações nos territórios indígenas. O estado contará com R$ 4 milhões em recursos federais, o maior volume destinado entre os entes federativos contemplados, para um período inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação. A nova portaria estabelece que os alimentos adquiridos devem ser destinados exclusivamente às populações indígenas ou aos equipamentos públicos e sociais existentes em seus territórios, com prioridade para produtos in natura, perecíveis e não perecíveis, respeitando os hábitos alimentares locais. Outro ponto central é a determinação de que as compras sejam feitas preferencialmente dos próprios povos indígenas, fortalecendo a produção local e a geração de renda nas aldeias. Caso não haja oferta suficiente, a norma permite a aquisição junto a outros povos e comunidades tradicionais e, apenas em último caso, de agricultores familiares não indígenas. O pagamento aos fornecedores será feito diretamente pelo MDS, garantindo mais agilidade e segurança na execução do programa. Além disso, os estados precisam confirmar o interesse em executar o PAA Indígena em até 30 dias após a publicação da portaria, por meio do Sistema de Informação e Gestão do Programa (SISPAA). O prazo para cadastro das propostas é de até 90 dias, podendo ser prorrogado mediante justificativa. Para o secretário de Agricultura do Acre, José Luis Tchê, as mudanças representam um avanço importante na política de segurança alimentar e no fortalecimento das comunidades indígenas. “O PAA Indígena é uma ferramenta estratégica para garantir alimentação adequada às famílias indígenas e, ao mesmo tempo, valorizar a produção dentro dos próprios territórios. Com essa nova portaria, o Acre amplia sua capacidade de atuação, assegurando recursos, organização e respeito à cultura alimentar dos povos indígenas. A Seagri vai trabalhar de forma integrada para que esse programa chegue a quem mais precisa”, destacou o secretário. [Agência de Notícias]
Governo do Acre intensifica monitoramento dos rios e auxiliam famílias atingidas
O governo do Estado do Acre, por meio da Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), emitiu um alerta sobre a intensificação do período chuvoso na região. Nas últimas 24 horas, o volume de precipitação causou uma elevação rápida no nível dos principais mananciais. Em Rio Branco, o Rio Acre registrou uma elevação rápida, de quase três metros nas últimas 24 horas mobilizando equipes de socorro para prestar assistência imediata às famílias atingidas. De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, Cel. Carlos Batista, a bacia do Rio Acre vem sendo monitorada, pois o nível das águas está subindo. “Esta é uma subida muito rápida, provocada pela grande quantidade de chuvas em toda a calha do Rio Acre, desde Assis Brasil até a capital, passando por Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri e a área rural de Capixaba”, explicou o Coronel. Além do Rio Acre, a bacia do Rio Tarauacá também registrou índices pluviométricos acima da média, mantendo as equipes locais em estado de atenção. A preocupação das autoridades não se restringe apenas aos grandes rios. O monitoramento foi estendido aos igarapés que cortam a capital, que costumam transbordar rapidamente e atingir áreas povoadas. Enquanto as equipes técnicas monitoram os níveis, as equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Acre vem ajudando moradores como o senhor José Garcia Rodrigues, de 65 anos, que reside em uma área de risco há oito anos. “A alagação já chegou. Agora vou tirar minhas coisas para levar para a casa da minha filha. Quando a água baixar, eu volto”, conta o aposentado. Mesmo enfrentando problemas de saúde, ele destaca a importância do apoio que recebe: “Falei com os bombeiros e eles vieram ajudar. Todo ano a gente vai para o Parque de Exposições. Eles carregam as coisas para nós e a gente ajuda como pode”. O Cel. Batista reforçou que a integração entre o Estado, as prefeituras e o Corpo de Bombeiros é total. O objetivo é garantir que os planos de contingência sejam executados com rapidez caso o nível dos rios atinja a cota de transbordo. “O Estado está em alerta total e em contato direto com as coordenadorias municipais. Estamos preparados para atender as populações que moram em áreas de risco e nas regiões mais impactadas”, garantiu o coordenador. [Agência de Notícias]