Diario do Esporte com informções no mundo do futebol é aqui, acompanhe ao vivo…
Com débitos a receber de mais de R$ 100 milhões e apenas 3,5% de negociação, Saerb estuda realizar novo Refis
Encerrado no último dia 30 de dezembro de 2025, o Refis — Programa de Recuperação Fiscal do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) — alcançou apenas 3,5% no valor total das negociações, percentual muito abaixo do esperado pela autarquia. Por conta disso, e com valores que ultrapassam R$ 100 milhões em dívidas dos contribuintes junto ao órgão, a diretoria do Saerb estuda a possibilidade de realizar um novo Refis em 2026. A informação foi repassada pelo presidente do Saerb, Enoque Pereira. De acordo com o gestor, a intenção da gestão municipal não é prejudicar os consumidores, mas, caso não haja negociação, a suspensão do fornecimento será inevitável. “Foi apenas 3,5% do valor total da dívida que o usuário tem conosco. Então, ainda não chegou ao que a gente queria, porque o que fizemos foi justamente facilitar para o usuário ficar em dia com a gente. O Saerb tem a política, como qualquer empresa tem, de fazer, infelizmente, a suspensão do serviço, que é o corte. Não é o que a gente quer. Então, vamos tentar criar novas situações atrativas para o usuário, para que nos procure e, assim, se regularize. Porque o sistema, muitas vezes, o usuário fala que está ruim, mas justamente porque não pagou a conta de água. Então, nós temos hoje uma dívida, um passivo de R$ 104 milhões. Se o usuário já tivesse pago esse valor, ele teria sido investido no próprio sistema, que estaria bem melhor”, comentou o gestor do Saerb. Enoque Pereira revelou também que novas modalidades de negociação para inscritos no CadÚnico serão discutidas com o prefeito de Rio Branco. “Nesse Refis agora, a gente já fez uma diferenciação para quem era do CadÚnico. A entrada era menor e as parcelas eram mais alongadas. Agora, vamos estudar, juntamente com o prefeito, para que possamos propor ao Conselho Deliberativo um novo formato, inclusive, muito mais vantajoso para o usuário do CadÚnico. Aqueles que estão fora do CadÚnico, que já têm uma situação financeira melhor, terão mantido o desconto de até 95% em juros e multas, com entrada variável, e, conforme essa entrada, definiremos em quantas parcelas será feito o pagamento”, explicou. Estão previstas, para 2026, obras estruturantes e melhorias no sistema de captação e distribuição de água na capital acreana. Alguns desses projetos já estão em processo licitatório, e outros contam com recursos em conta. [Assessoria]
Nova lei federal traz mais celeridade e segurança aos procedimentos de poda e corte de árvores em Rio Branco
A Lei Federal nº 15.299/2025, sancionada em dezembro de 2025, trouxe mudanças importantes na legislação ambiental brasileira ao alterar a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A norma estabelece regras mais claras para a poda e o corte de árvores em situações de risco, com impactos diretos na gestão ambiental urbana dos municípios, incluindo Rio Branco. A principal inovação da lei é a definição de prazo máximo de 45 dias para que o órgão ambiental responda, de forma fundamentada, aos pedidos de poda ou supressão de árvores motivados por risco de acidente, desde que o requerimento esteja acompanhado de laudo técnico emitido por profissional ou empresa habilitada. Em Rio Branco, esses pedidos são analisados pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Caso não haja resposta dentro do prazo legal, a autorização passa a ser considerada tacitamente concedida, conforme previsto na legislação federal. Mais agilidade com responsabilidade ambiental Segundo a engenheira florestal Sônia Freire, responsável técnica pelos serviços de poda e corte no município, a nova lei contribui para tornar os procedimentos mais ágeis, sem comprometer a proteção da arborização urbana. “A definição de prazo traz mais segurança tanto para o poder público quanto para a população. Em situações de risco, conseguimos dar respostas mais eficientes, sempre com base em critérios técnicos, laudos e avaliação adequada de cada caso”, destacou. A engenheira reforça que a legislação não libera cortes indiscriminados. Permanecem obrigatórios o pedido formal, a comprovação técnica do risco e a execução por profissionais habilitados, seja em vias e espaços públicos ou em propriedades privadas. Fiscalização segue ativa no município Mesmo com as mudanças, a fiscalização ambiental continua sendo realizada pela Semeia. O descumprimento das normas pode gerar advertências e multas, conforme a legislação ambiental municipal vigente. As penalidades podem chegar a R$ 2.404,22 para pessoa física e R$ 4.623,50 para pessoa jurídica, com dobro do valor em caso de reincidência, de acordo com a Lei Nº 2.422 de 25 de janeiro de 2022, que dispõe sobre as sanções administrativas aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, complementando a Lei nº 1.330 de 23 de setembro de 1999. A Prefeitura de Rio Branco destaca que a nova legislação fortalece a gestão ambiental urbana ao equilibrar segurança da população, eficiência administrativa e preservação ambiental, garantindo mais previsibilidade aos processos sem abrir mão do cuidado com o meio ambiente. Orientação à população A Semeia orienta que qualquer cidadão ou empresa que identifique situação de risco envolvendo árvores deve buscar os canais oficiais da Secretaria, formalizar o pedido e apresentar a documentação técnica exigida. [Assessoria]
TCU suspende inspeção no Banco Central por liquidação do Master
O Tribunal de Contas da União (TCU) aceitou o recurso apresentado pelo Banco Central contra a determinação do ministro relator do caso da liquidação do Banco Master, Jhonatan de Jesus, de inspecionar o órgão regulador do mercado financeiro. O procedimento foi suspenso e será submetido ao plenário da Corte de contas. A medida veio em resposta aos embargos de declaração apresentados pelo Banco Central, que questionavam a determinação do procedimento por um único juiz em vez de um processo de deliberação colegiada. A decisão foi assinada pelo próprio ministro relator, que não reconheceu o uso de embargos de declaração pelo Banco Central como instrumento jurídico adequado ao processo. Dessa forma optou por aplicar juridicamente o Código do Processo Civil para suspender o processo. A mesma legislação também possibilitaria a rejeição do instrumento apresentado pelo Banco Central, por meio da decisão apenas do ministro relator, explicou Jhonatan de Jesus. De acordo com o despacho do relator, a ampla divulgação do caso do Banco Master fez com que ele decidisse submeter a decisão ao plenário do TCU. “Ocorre que a dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte, recomenda que a controvérsia seja submetida ao crivo do plenário, instância natural para estabilizar institucionalmente a matéria”, disse. Impasse O impasse sobre a inspeção do Banco Central teve início quando o ministro Jhonatan de Jesus acolheu a representação formulada pelo Ministério Público Federal (MPF) junto ao TCU, com pedido de investigação de possíveis falhas na supervisão exercida pelo Banco Central sobre o Banco Master e suas controladas, culminando na decretação de sua liquidação extrajudicial. No processo, o relator considerou insuficiente uma nota técnica apresentada pelo órgão regulador do mercado financeiro, como forma de esclarecer pontos considerados relevantes para avaliar o fluxo que levou à decisão de liquidar extrajudicialmente o Banco Master e determinou a inspeção. Relembre A instituição financeira teve as atividades encerradas oficialmente pelo Banco Central no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, para investigar fraudes financeiras que podem ter movimentado R$ 17 bilhões por meio da emissão e venda de títulos de créditos falsos. Um dos sócios do Banco Master, Daniel Vocaro, chegou a ser preso no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, um dia depois que a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Master. Também foram detidos os sócios de Vocaro, Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Todos foram autorizados pela Justiça Federal a responder em liberdade com monitoramento por tornozeleira eletrônica e estão proibidos de exercer atividades no setor financeiro, de ter contato com outros investigados e de sair do país. [Agência Brasil]
Lewandowski entrega carta de demissão do Ministério da Justiça a Lula
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) uma carta com pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Magistrado aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), ele assumiu a pasta em fevereiro de 2024 e deixará o cargo com quase dois anos de gestão, justificando que questões pessoais e familiares o levaram a tomar a decisão. A demissão, que era especulada há várias semanas na imprensa, deverá ser publicada na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU). Pela manhã, Lewandowski participou de sua última agenda pública ao lado do presidente, no evento que marcou os três anos da trama golpista. Em seu lugar, assumirá de forma interina o secretário-executivo da pasta, Manoel Almeida. “Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, escreveu Lewandowski na carta, em que também agradeceu a Lula pela oportunidade de servir ao país mesmo após ter se aposentado do STF. Responsável por uma ampla gama de atribuições, o MJSP conta com importantes instituições e órgãos vinculados, como Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), entre outras. Balanço Lewandowski também se dirigiu aos servidores do ministério em outra carta de despedida, em que faz um balanço das ações de sua gestão. O ministro destacou, por exemplo, o “destravamento” das demarcações de terras indígenas, que ficaram paralisadas no país desde 2018. “Entre 2024 e 2025, assinamos 21 Portarias Declaratórias, garantindo a proteção territorial de diversas comunidades indígenas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública assegurou plena segurança jurídica aos processos, o que permitiu a assinatura de cinco decretos de homologação em 2024 e de sete em 2025, todos em estrita conformidade com os marcos legais e constitucionais”, escreveu. Lewandowski apontou também o programa de implantação das câmeras corporais em agentes policiais, que teve adesão de 11 estados e investimentos de R$ 155,2 milhões em equipamentos. Outro destaque, segundo ele, foi a regulamentação do uso progressivo da força pela polícia, seguida da aquisição e distribuição de armamento de menor potencial ofensivo, que já conta com 21 adesões estaduais. “Avançamos de forma consistente no controle de armas e munições. Retiramos de circulação 5.600 armas e 298.844 munições e implantamos o novo sistema de gestão e fiscalização de armas de CACs, sob responsabilidade da Polícia Federal, fortalecendo o controle estatal e a rastreabilidade”, afirmou Lewandowski. Outros programas da pasta, como Celular Seguro, Município Mais Seguro e leilão de bens apreendidos pelo crime organizado foram lembrados pelo ministro. No campo dos direitos de crianças e adolescentes, Lewandowski citou a atualização da política de Classificação Indicativa, com criação da faixa de não recomendado a menores de 6 anos e adequações para o ambiente digital. Futuro A saída de Lewandowski deixará para seu sucessor ou sucessora o desafio de fazer avançar uma das principais apostas do governo federal na área, que é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que avançou no Congresso Nacional no fim do ano passado, mas que ainda tem um longo caminho até a aprovação final. [Agência Brasil]
DIÁRIO DO ESPORTE EM 08/01 2026
Diario do Esporte com informções no mundo do futebol é aqui, acompanhe ao vivo…
Prefeitura de Rio Branco divulga cronograma de atendimentos das vans odontológicas
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou a divulgação oficial do cronograma de atendimentos das vans odontológicas do programa Produzindo Sorrisos, iniciativa que amplia o acesso da população aos serviços de saúde bucal na rede pública municipal. A ação integra a estratégia da gestão de descentralizar os atendimentos odontológicos, levando os serviços diretamente às comunidades e fortalecendo a atenção básica em saúde. As vans são totalmente equipadas para a realização de atendimentos odontológicos básicos, garantindo maior agilidade e acesso aos serviços. Nesta semana de atendimentos, as unidades contempladas são a UBS Agripina Lindoso (Polo Benfica), a UBS Maria Sebastiana Bernardo (bairro Vila Acre), a UBS Mário Maia (bairro Cidade Nova) e a URAP Valdeisa Valdez (bairro Belo Jardim). Os serviços serão ofertados no período de 6 a 9 de janeiro, no horário das 7h às 13h. Entre os serviços ofertados nas vans odontológicas estão extrações, obturações, limpeza e remoção de tártaro. Atendimentos mais específicos, como tratamento de canal, são encaminhados para o Centro Especializado de Odontologia (CEO), localizado no Barral y Barral. Já os pacientes que necessitam de próteses completas são direcionados para atendimento na URAP Cláudia Vitorino. Segundo o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, a iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura com a prevenção e o cuidado contínuo. “O Produzindo Sorrisos é uma ação fundamental para aproximar os serviços odontológicos da população, especialmente de quem mais precisa. Com a divulgação do cronograma, conseguimos organizar melhor os atendimentos e garantir que mais pessoas tenham acesso à saúde bucal de forma digna e humanizada”, destacou. Os cronogramas com os locais onde as vans odontológicas estarão realizando os atendimentos serão divulgados ao longo da semana, contemplando outras regiões da capital e ampliando o acesso aos serviços de saúde bucal, com foco no cuidado integral e na promoção da qualidade de vida da população de Rio Branco. [Assessoria]
Prefeitura de Rio Branco anuncia calendário de pagamento e regras de isenção do IPTU 2026
A Prefeitura de Rio Branco anunciou, nesta quarta-feira (7), o calendário de pagamento, os descontos e as regras de isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referente ao exercício de 2026. De acordo com o secretário municipal de Finanças, Wilson Leite, os carnês do IPTU começarão a ser entregues nas residências até o final do mês de março. O pagamento poderá ser efetuado a partir do mês de abril. Os contribuintes que optarem pelo pagamento em parcela única poderão obter desconto de até 20% sobre o valor do imposto, desde que não possuam débitos de exercícios anteriores. Para aqueles que tenham pendências, o desconto à vista será de 10%. Também haverá a opção de pagamento parcelado, porém sem a concessão de descontos. Segundo o secretário, a arrecadação do IPTU tem apresentado crescimento significativo nos últimos anos. Entre 2024 e 2025, a receita do imposto aumentou em mais de R$ 10 milhões, reflexo, segundo ele, dos investimentos realizados pela gestão municipal na melhoria da qualidade de vida da população e na infraestrutura da cidade. Wilson Leite destacou ainda que houve um aumento no número de contribuintes adimplentes, impulsionado, entre outros fatores, pela realização de programas de recuperação fiscal (Refis), que facilitaram a regularização de débitos. Isenção do IPTU Em relação às isenções, o secretário explicou que os pedidos devem ser feitos diretamente na sede da Prefeitura de Rio Branco, onde cada caso será analisado individualmente. Uma das novidades é a nova lei que concede isenção do IPTU para famílias que possuem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para ter direito ao benefício, o imóvel deve ser utilizado como residência da família e a renda familiar não pode ultrapassar cinco salários mínimos. Além disso, famílias que comprovarem comprometimento significativo da renda com despesas relacionadas ao tratamento do autismo, como terapias e medicamentos, também poderão solicitar a isenção, mediante apresentação da documentação necessária, que será avaliada pela equipe técnica do município. [Assessoria]
Obras do Complexo Viário da Ceará avançam e primeira fase será liberada em março, anuncia governador durante visita
Uma das obras mais importantes para a mobilidade de Rio Branco recebeu a visita do governador do Acre, Gladson Camelí, na tarde desta quarta-feira, 7. Ao lado do secretário de Obras do Estado, Ítalo Lopes, ele acompanhou o ritmo intenso dos trabalhos no Complexo Viário da Avenida Ceará, que inclui o viaduto, parte da primeira etapa prevista para ser entregue em março. Entre o fim do ano e os primeiros dias de janeiro, equipes atuaram em todos os turnos, inclusive de madrugada. Os serviços ocorreram mesmo diante de condições adversas, como sol forte e chuva, garantindo a qualidade e a segurança da estrutura. “Esta é uma das obras mais importantes para o desenvolvimento do Acre. O que vemos aqui é fruto de um grande trabalho em equipe, que tem se dedicado dia e noite para aplicar da melhor forma todos os recursos disponíveis. Cada etapa concluída representa avanço na infraestrutura e também geração de emprego e renda para nossa população”, disse o governador ao confirmar que a entrega da primeira etapa deve ocorrer ainda em março. Além de acompanhar de perto o andamento dos serviços, ele debateu pontos fundamentais para garantir que as próximas fases sejam executadas com qualidade e dentro do prazo. “Seguiremos firmes, com transparência e compromisso, para entregar uma obra que vai transformar a vida dos acreanos.” O Complexo Viário é fruto de convênio entre o governo do Acre, por meio da Seop, e o governo federal, via Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). O investimento total supera R$ 30 milhões, sendo mais de R$ 17 milhões provenientes de emenda parlamentar e o restante como contrapartida do Estado. “A visita do governador Gladson Camelí é muito importante, porque ele participa ativamente das discussões sobre a conclusão da primeira etapa desta obra. Já definimos, em conjunto com ele, que a entrega da primeira fase ocorrerá em março, permitindo o tráfego sobre o viaduto. Estamos avaliando também a possibilidade de liberar algumas das alças nesse período”, destaca o secretário Ítalo Lopes, lembrando que qualquer liberação já contribui para desafogar o trânsito na região central e representa uma melhoria significativa para a população. Recentemente, registrou-se um marco importante: entre os dias 27 e 31 de dezembro foi feita a concretagem do viaduto da Avenida Ceará. Foram mais de 100 caminhões e cerca de 700 metros cúbicos de concreto utilizados na obra, em jornadas intensas de manhã, à tarde, à noite e de madrugada, sob sol e chuva. “Foi um esforço coletivo que contou com o reconhecimento do governador, valorizando o trabalho dos profissionais que são fundamentais para o desenvolvimento do Acre”, completou. Essa obra não envolve apenas o viaduto, mas também quatro alças e a ampliação da faixa até a quarta ponte. Todo esse conjunto está previsto para ser concluído em 2026, segundo o secretário. Nesta primeira fase, entregaremos o viaduto e retomaremos o tráfego completo pela Avenida Getúlio Vargas. “Os desafios são muitos. Trabalhamos com equipamentos que não estão disponíveis no estado, enfrentamos um regime de chuvas severo e lidamos com a escassez de mão de obra qualificada, já que o mercado está bastante aquecido. Hoje, são cerca de 60 profissionais na usina de concreto. Somando esta obra com a da maternidade, já contabilizamos mais de 200 empregos diretos e indiretos.” [Agência de Notícias]
Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025
O Brasil registrou em 2025 a segunda maior saída líquida de dólares da série histórica, iniciada em 1982, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central (BC). O fluxo cambial total ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, volume inferior apenas ao registrado em 2019, quando a saída somou US$ 44,768 bilhões. Apesar do resultado expressivo, o real se valorizou ao longo do ano, sustentado por juros elevados no país e pela queda do dólar no mercado internacional. O desempenho negativo foi provocado principalmente pelo canal financeiro, que acumulou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2024. Esse canal inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações financeiras. Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, insuficiente para compensar a forte evasão financeira. O saldo positivo ficou abaixo do pico registrado em 2007 e também menor que o observado em 2024. Importações Segundo o BC, o principal fator para a menor entrada de dólares pela via comercial foi o avanço das importações. O volume de câmbio contratado para compras externas alcançou US$ 238 bilhões, o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2022. As exportações somaram US$ 287,5 bilhões no ano. Diferentemente da balança comercial, que inclui apenas exportações e importações já realizadas, o fluxo cambial inclui operações como pagamentos antecipados e adiantamentos de contrato de câmbio. Apreciação do real Mesmo com a saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real apreciou-se em 2025. Os juros elevados no Brasil e o enfraquecimento global do dólar estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos (ativos que derivam de outros ativos), compensando o fluxo cambial negativo. O Banco Central, por sua vez, teve atuação limitada no mercado à vista, realizando apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão cada, por meio do mecanismo conhecido como “casadão”. Nessas operações, o BC vende dólares das reservas internacionais, combinando com swaps cambiais reversos, compra de dólares no mercado futuro, na mesma quantia. O casadão permite que a autoridade monetária alivie a taxa de juros em dólar, sem mexer no câmbio. Saída em dezembro Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, valor inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões. O resultado refletiu uma saída de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial. Tradicionalmente, dezembro concentra remessas ao exterior para pagamento de dividendos. Em 2025, os envios foram intensificados por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributada a partir de janeiro de 2026. Prévia As relações monetárias e financeiras entre residentes e não residentes são medidas pelo balanço de pagamentos, divulgado no fim de cada mês pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia dos números, ao contabilizar adiantamentos de contratos de câmbio e pagamentos antecipados. O fluxo cambial é composto de duas partes: o fluxo comercial, que mede o fechamento de câmbio para exportações e importações, e o fluxo financeiro, que mede investimentos em empresas, empréstimos e transações no mercado financeiro. Os dados do Banco Central mostram que, no ano passado, a fuga de dólares ocorreu no canal financeiro. [Agência Brasil]