Em meio às luzes e decoração da Vila Natalina, em frente ao Palácio Rio Branco, um cenário rústico tem atraído os olhares dos visitantes. É que em uma das casinhas do espaço montado pelo governo do Acre, o senhor Raimundo Magalhães da Silva, mais conhecido como Raimundo Artesão, investiu na mostra de peças artesanais em madeira.
Pilões em madeira, tábuas de cortar e colheres de pau formam ornamentação especial na janela da casinha onde Raimundo Artesão está alocado ao lado de dezenas de empreendedores selecionados e capacitados pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa).
Orgulhoso do trabalho que faz, seu Raimundo, de 60 anos, conta que sempre trabalhou com madeira e viu no artesanato uma oportunidade de complementar a renda: “Sempre trabalhei com madeira. Eu trabalhava nas fazendas serrando, fazendo casa e eu fui me dedicando e a profissão foi cada vez mais aprimorando”, disse.
Com a riqueza das peças, seu Raimundo conta que essa não é a primeira vez que participa de feiras promovidas pelo governo do Acre: “Também já fui pra Expoacre e até vi esse rapaz”, conta ele apontando para o fotógrafo da pauta, Bruno Moraes.
Para o secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, a participação do artesão na feira reafirma a importância dos eventos promovidos pelo governo do Acre, para a valorização dos pequenos empreendedores. “Neste ano, a participação dos empreendedores em feiras já acumula um faturamento de R$ 1,9 milhão, ainda com as vendas de fim de ano a serem contabilizadas. São cerca de 572 pequenos empreendedores beneficiados ao longo do ano em feiras promovidas pelo governo do Estado, por meio da Sete. Então estamos muito felizes com os resultados que temos alcançado e tenho certeza que a Feira e a Vila Natalina também serão sucesso de vendas”, destacou.
Aprendizado e tecnologia
Na hora de produzir, a tecnologia também se mostrou uma aliada para o aprendizado do artesão: “A gente vai olhando no YouTube e aí diz: ‘Rapaz, eu vou fazer também’. Aí a gente vai agilizando e vai dando certo”, conta.
[Agência de Notícias]


