Rio Branco, AC, quinta-feira, maio 14, 2026

Sema e Fiocruz fortalecem cooperação técnica para pesquisa e saúde 

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), realizou, nesta sexta-feira, 10, a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Sema e o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A iniciativa consolida uma parceria institucional construída ao longo dos anos e estabelece bases para o desenvolvimento de ações integradas de pesquisa, ensino e inovação voltadas às unidades de conservação do estado.

O acordo prevê a cooperação técnico-científica entre as instituições para o desenvolvimento de ações voltadas à mitigação de emergências em saúde pública, com impactos na saúde humana e animal e à conservação da biodiversidade, especialmente em áreas protegidas sob gestão da Sema. A parceria tem como base o Planejamento Integrado de Saúde e Conservação em Unidades de Conservação: Prevenção de Zoonoses e Monitoramento Ambiental (SEPIA), que orienta o plano de trabalho conjunto entre as instituições.

A expectativa é de que a cooperação gere subsídios técnicos e recomendações para a formulação e aprimoramento de políticas públicas voltadas à conservação ambiental e à promoção da saúde das comunidades tradicionais que vivem nas unidades de conservação e em seu entorno.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, reforçou que a cooperação já é uma agenda consolidada e estratégica para o Acre. Segundo ele, o objetivo é ampliar a atuação conjunta com a Fiocruz e demais parceiros do governo, como a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e a Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), em ações que relacionam biodiversidade, saúde e mudanças climáticas.

Secretário Leonardo Carvalho pontua que a atuação conjunta fortalece as ações em prol do meio ambiente. Foto: Gaio Nogueira/Sema

“Essa já é uma parceria consolidada, queremos avançar junto à Fiocruz e os outros parceiros do governo, como a Sesacre e Fundhacre. É importante em ações como a que já ocorreu no Parque Chandless, bem como em futuras ações em outras unidades da Sema, onde será possível uma análise da nossa biodiversidade e várias questões de saúde que envolvem as mudanças climáticas e como elas afetam a população que mora na floresta”, destacou o gestor.

A diretora do Instituto Oswaldo Cruz, Tania Cremonini de Araújo-Jorge, ressaltou a importância da formalização da parceria, destacando que o acordo garante continuidade e segurança institucional, além de impulsionar a produção técnica no estado.

Diretora da Fiocruz enalteceu a qualidade e capacidade de pesquisa e formação do Estado. Foto: cedida

“O Acre é muito potente e tende a crescer cada vez mais do ponto de vista de qualidade, de diversidade de pesquisas e de capacidade de formação de cientistas nesse estado e nessa região que, para mim, é tão importante, tão afetiva e tão gratifricante para se trabalhar”, ressaltou.

Durante a reunião, o pesquisador Paulo Sérgio D’Andrea, coordenador do projeto e assessor da direção do IOC para ações e cooperação na Amazônia, destacou que a parceria entre a Fiocruz e a Sema vem sendo construída e aperfeiçoada há mais de uma década. Segundo ele, a formalização do acordo representa um avanço importante para ampliar as ações conjuntas em saúde e conservação da natureza, especialmente nas unidades de conservação do Acre.

Coordenador do projeto, Paulo D’Andrea, destacou o aspecto amplo do acordo, permitindo atuação em diferentes frentes. Foto: Gaio Nogueira/Sema

“Este acordo abrange ações nas áreas de saúde e conservação da natureza. Especificamente, desenvolvemos um projeto de saúde única voltado às unidades de conservação do estado do Acre, sob a gestão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente”, afirmou.

Paulo explicou que o projeto atua com foco nas zoonoses, doenças transmitidas de animais para humanos, e já desenvolve ações no Parque Estadual Chandless, primeira unidade contemplada. Entre as frentes de trabalho estão a investigação da presença de agentes infecciosos em animais silvestres, animais utilizados para subsistência, populações humanas, cães, ambiente e vetores de transmissão, com o objetivo de compreender como essas doenças circulam na natureza e subsidiar ações de prevenção e mitigação.

[Agência de Notícias]

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