O combate à corrupção, a eficiência no uso do dinheiro público e a busca por novos investimentos foram apontados por Alan Rick (Republicanos) como medidas necessárias para ampliar a capacidade financeira do Acre. No debate do AC24horas, nesta sexta-feira (11), o candidato defendeu o enfrentamento ao que chamou de “corrupção institucionalizada, entranhada na máquina pública” e uma gestão capaz de recuperar a capacidade de investimento do Estado. “O Acre tem que combater fortemente a corrupção institucionalizada, entranhada na máquina pública, gastar bem o dinheiro público e atrair investimento”, afirmou. Para Alan, essas medidas são necessárias para dar fôlego ao orçamento e abrir espaço tanto para os planos de carreira dos servidores quanto para obras estruturantes. Ao tratar da capacidade financeira do Estado, Alan defendeu a busca por novas fontes de recursos para ampliar os investimentos. “Não basta apenas o recurso das emendas, o repasse do FPM, do FPE, os repasses federais, os convênios”, afirmou. Para o candidato, o Acre precisa ampliar a capacidade de atrair investimentos privados para executar projetos que hoje não cabem apenas no orçamento público. O saneamento foi usado como exemplo. “Vivemos num Estado onde as famílias moram em bairros onde o esgoto corre a céu aberto, onde a água não chega”, disse Alan. Ele também citou municípios do interior sem aterros sanitários e mencionou a atual classificação do Acre na Capacidade de Pagamento (Capag). “Nós já tivemos nota A, nota B. A nossa nota Capag hoje é nota C”, afirmou. Para ampliar essa capacidade, Alan defendeu concessões e parcerias público-privadas como instrumentos para financiar grandes projetos. No saneamento, afirmou que os modelos previstos no marco legal do setor poderiam viabilizar até R$ 5 bilhões em investimentos, permitindo avançar em obras que exigem recursos muito acima da capacidade atual do Estado. A proposta apresentada por Alan combina, assim, duas frentes: reorganizar o Estado por dentro, com combate à corrupção e maior eficiência nos gastos, e ampliar a participação de investimentos privados. A estratégia, segundo ele, “permitiria recuperar a capacidade de investimento do Acre e tirar do papel obras estruturantes
Mailza rebate críticas à saúde e afirma: “Meu governo é continuidade do que deu certo”
Mailza respondeu às críticas de Thor Dantas à saúde pública durante o debate promovido pelo ac24horas. A candidata reconheceu que há problemas a enfrentar, mas contestou a ideia de que os serviços estejam parados. Ao falar sobre sua trajetória no governo, distinguiu os limites de sua atuação como vice-governadora das decisões que passou a tomar à frente do Executivo. “Cada pessoa responde pelo seu governo e suas ações, o meu governo tem apenas cinco meses. Participei do governo com limites, como vice. Então, no meu governo estou há cinco meses, mas estou atenta, planejando, fiz o reconhecimento dos nossos problemas e de tudo que temos que avançar e fazer pelo nosso estado. O meu governo é um governo de continuidade de tudo que deu certo”, ressaltou Mailza. Para sustentar sua resposta, Mailza citou cirurgias realizadas, a retomada de transplantes e investimentos na estrutura de atendimento. A candidata afirmou que as entregas precisam ser consideradas no debate sobre a saúde, sem deixar de reconhecer o que ainda precisa melhorar. “Embora a saúde esteja sendo muito criticada, nós precisamos lembrar de tudo que foi feito. Em quatro meses nós fizemos 2.500 cirurgias, retomamos os transplantes de rim e fígado. Implantamos o PET-CT, que é um exame de alta resolução para cuidar das pessoas com câncer, e também demos ordem de serviço para a ampliação da Unacon. Os serviços estão sendo entregues: ampliamos o Pronto-Socorro, criamos mais leitos e melhoramos as condições de trabalho”, detalhou. Mailza também defendeu que o atendimento chegue a quem vive longe dos grandes centros. Ao citar as ações itinerantes nos municípios, ampliou a resposta para outras áreas do governo e associou a continuidade das políticas públicas ao compromisso de cuidar dos recursos do Estado. “Fizemos itinerantes nos 22 municípios e alcançamos mais de 7 mil pessoas com tratamento onde elas estão. São serviços que estão sendo feitos e precisam ser considerados, além das ações de assistência social que garantem respeito e dignidade. Compare a segurança pública de oito anos atrás com a de agora. Por isso, estou comprometida em cuidar bem do dinheiro público”, finalizou.