A política habitacional de Rio Branco segue avançando com obras voltadas às famílias que mais precisam. Na manhã desta segunda-feira (8), o prefeito Alysson Bestene realizou uma visita técnica ao empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida, localizado no bairro Tucumã. A obra está em fase avançada de construção e beneficiará 16 famílias em situação de vulnerabilidade social. O empreendimento conta com investimento de R$ 3.004.000,00 (três milhões e quatro mil reais), e é executado em parceria entre a Prefeitura de Rio Branco, Caixa Econômica Federal e Governo Federal. O prédio terá quatro pavimentos, com 16 apartamentos compostos por dois quartos, sala, cozinha e banheiro, garantindo estrutura adequada para receber as famílias contempladas. Durante a vistoria, o prefeito reforçou o compromisso da Prefeitura em acompanhar a execução das obras para garantir a entrega das moradias às famílias beneficiadas dentro do prazo previsto. (Foto: Val Fernandes/Secom) Durante a visita, o gestor municipal destacou que a Prefeitura tem acompanhado de perto o andamento dos serviços para assegurar que o cronograma seja cumprido e que as unidades sejam entregues à população que mais necessita. “São 16 famílias que vão poder utilizar esse equipamento, olhando principalmente para àquelas pessoas em situação de vulnerabilidade social. Nunca tivemos, por parte da Prefeitura, um programa tão intenso e de grande magnitude na área habitacional. Estamos avançando, com previsão de mais de 450 unidades habitacionais este ano, entre casas e edificações verticais”, afirmou. As moradias serão destinadas a famílias de baixa renda selecionadas conforme critérios técnicos e sociais, garantindo acesso à habitação digna para quem mais precisa. (Foto: Val Fernandes/Secom) As unidades serão destinadas a famílias da faixa 1 do programa, após análise e classificação conforme critérios estabelecidos pelos órgãos responsáveis, incluindo a Secretaria de Assistência Social, Caixa Econômica Federal e Defesa Civil. A proposta é garantir moradia digna para pessoas que enfrentam maior dificuldade de acesso à habitação. A gestão municipal tem fortalecido a política habitacional em Rio Branco por meio de parcerias e do acompanhamento direto das obras, com foco na redução do déficit de moradias e no atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social. “Pela primeira vez, a Prefeitura assume protagonismo na área habitacional, garantindo moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida para famílias que precisam de um lar”, destacou Cid Ferreira. (Foto: Val Fernandes/Secom) O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, ressaltou que a obra representa uma nova etapa da habitação popular em Rio Branco, com a Prefeitura assumindo papel de protagonismo na execução de projetos voltados à população de baixa renda. “Aqui temos uma parceria com o Governo Federal, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. É um prédio com 16 apartamentos, todos bem estruturados, para atender famílias que precisam de moradia. Pela primeira vez, a Prefeitura é protagonista nessa área, assumindo essa responsabilidade e abrindo novas oportunidades para a nossa cidade”, destacou. Com o avanço das obras, a Prefeitura reforça o compromisso de ampliar o acesso à moradia digna e oferecer mais qualidade de vida às famílias que aguardam por um lar seguro. (Foto: Val Fernandes/Secom) Segundo o secretário, o empreendimento está praticamente concluído e a previsão é que as unidades sejam entregues até novembro. As moradias serão destinadas por meio de doação às famílias contempladas, após o cumprimento dos critérios sociais estabelecidos. Com o avanço da obra no Tucumã, a Prefeitura de Rio Branco reafirma o compromisso de cuidar das pessoas, garantir mais dignidade e transformar a vida de famílias que aguardam pela oportunidade de conquistar um lar seguro e adequado. [Assessoria]
Gestão municipal amplia ações de infraestrutura e recuperação viária em ruas da capital
A Prefeitura de Rio Branco segue levando ações de infraestrutura para dentro dos bairros, com acompanhamento direto das demandas da população. Nesta segunda-feira (8), no bairro Belo Jardim, o prefeito Alysson Bestene, acompanhou os serviços executados pela Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) na Rua da Paz, uma das principais vias da comunidade e corredor utilizado pela linha de ônibus. “Estamos recuperando a Rua da Paz e acompanhando de perto as demandas da comunidade. O programa Prefeitura nas Ruas tem esse objetivo: ouvir a população e priorizar melhorias onde elas são mais necessárias”, destacou o prefeito. (Foto: Val Fernandes/Secom) As equipes da Emurb realizam a preparação da base e a recomposição asfáltica, atendendo a uma demanda antiga dos moradores. A ação faz parte do programa Prefeitura nas Ruas, que intensifica os trabalhos durante o verão para melhorar a mobilidade urbana. “Estamos aqui no Belo Jardim, na Rua da Paz, corredor do ônibus acompanhando de perto as demandas da população. Primeiro, viemos com material para fazer a base e agora estamos com asfalto, recuperando essa rua. Prefeitura nas Ruas é isso: acompanhar a população, ouvir e priorizar as necessidades, especialmente dos bairros que mais precisam de pavimentação urbana e recuperação da malha viária”, destacou o prefeito. As melhorias integram o programa Prefeitura nas Ruas, que reforça os serviços de recuperação viária durante o verão, atendendo demandas antigas da população, especialmente em corredores de transporte coletivo. (Foto: Val Fernandes/Secom) A ação faz parte do programa Prefeitura nas Ruas, intensificado durante o verão para ampliar os serviços de recuperação da malha viária em Rio Branco. No Belo Jardim, a atuação das equipes atende a uma demanda antiga da comunidade, principalmente nas vias utilizadas pelo transporte coletivo. Para o morador Laércio Rodrigues, a presença do chefe do Executivo no bairro mostra sensibilidade com a realidade enfrentada pela população. “É importante ver a Prefeitura presente no bairro, ouvindo a população e acompanhando de perto as necessidades da comunidade. Quando gestão e moradores trabalham juntos, todos ganham”, afirmou o morador. (Foto: Val Fernandes/Secom) “É muito importante ter essa presença da Prefeitura aqui no Belo Jardim. A equipe veio, verificou de perto a situação e a gestão tem estado presente, perto do povo. Quando Prefeitura e população caminham juntas, o bairro só tem a ganhar”, afirmou o morador. Segundo o diretor-presidente da Emurb, Abdel Derze, os serviços serão executados por etapas. A primeira fase contempla toda a via utilizada pela linha de ônibus que atende o Belo Jardim 1, Belo Jardim 2 e demais áreas da região. Em seguida, as equipes devem avançar para as vias transversais. “Já estamos recuperando todo o corredor de ônibus do Belo Jardim e, na próxima etapa, vamos avançar para as ruas transversais, ampliando as melhorias na região ainda neste verão”, enfatizou Abdel. (Foto: Val Fernandes/Secom) “Na primeira etapa, nós já estamos fazendo toda a linha de ônibus do Belo Jardim. Na segunda fase, vamos entrar nas transversais. Ainda esta semana, devemos iniciar os trabalhos na Rua Edmundo Pinto. Essas artérias principais serão atendidas nessa etapa, e tenho certeza de que neste verão vamos dar uma boa resposta para a população do Belo Jardim”, enfatizou Abdel. Com equipes atuando diretamente nas comunidades, a Prefeitura de Rio Branco reforça o compromisso de garantir mais agilidade na execução dos serviços de infraestrutura, melhorar as condições de acesso e fortalecer a presença do poder público nos bairros. [Assessoria]
Mutirão Identidade para Dignidade atinge 100% da meta e emite 4 mil novas carteiras de identidade
Em mobilização histórica para garantir a cidadania em áreas de difícil acesso, o governo do Acre alcançou a marca de 4 mil Carteiras de Identidade Nacional (CIN), emitidas em quatro dos municípios de difícil acesso do estado. A ação, realizada em tempo recorde, de aproximadamente 30 dias, faz parte do plano de metas dos 100 Dias do Governo do Estado. O mutirão, denominado “Identidade para Dignidade”, foi executado pela Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Instituto de Identificação, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O projeto atendeu as populações de Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Atualmente, 3.970 documentos já foram entregues, restando apenas 30 atendimentos complementares em Porto Walter para consolidar a meta de 100% da operação. As atividades contaram com uma força-tarefa composta por papiloscopistas, atendentes e supervisores do Instituto de Identificação. As equipes observaram rigorosamente os protocolos técnicos de identificação civil, que incluíram coleta biométrica, validação documental e individualização humana, assegurando a confiabilidade do novo documento unificado. Equipes da Polícia Civil enfrentaram deslocamentos aéreos e fluviais para levar serviços essenciais a quatro cidades da Amazônia acreana. Foto: cedida O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, destacou o impacto social da iniciativa e a importância de fazer o Estado presente nas regiões mais isoladas. “Nosso principal objetivo foi garantir o acesso à documentação civil básica por meio da emissão da Carteira de Identidade Nacional. Com isso, promovemos a inclusão social e a verdadeira cidadania, fortalecendo a presença institucional do Estado em regiões de difícil acesso da Amazônia acreana. É dignidade convertida em documento para quem mais precisa”, afirmou Pedro Buzolin. A operação representou um dos maiores desafios de logística do ano para as forças de segurança e identificação do estado, devido ao isolamento geográfico das cidades contempladas. O diretor do Instituto de Identificação da PCAC, Júnior César da Silva, detalhou os obstáculos superados pelos servidores durante os 30 dias de mutirão. “A execução da operação exigiu um planejamento logístico altamente diferenciado em razão das características geográficas dos municípios atendidos. Nossas equipes enfrentaram deslocamentos complexos por vias aérea e fluvial para alcançar comunidades situadas em áreas extremamente remotas da Amazônia. Lidamos diariamente com limitações severas de conectividade e comunicação, além de condições climáticas adversas. Mesmo assim, o empenho foi total para garantir o atendimento em aldeias indígenas e localidades de difícil acesso”, ressaltou o diretor Júnior César. [Agência de Notícias]
Polícia Civil do Acre inicia capacitação para prevenção e enfrentamento da violência extrema no ambiente escolar
Na manhã desta segunda-feira, 8, o governo do Acre, por meio da Polícia Civil do Acre (PCAC), deu início aos cursos “Prevenção e Contramedidas à Violência Extrema Escolar” e “Intervenção Emergencial Contra Agressores Ativos em Ambiente Escolar”, realizados no âmbito do Programa de Prevenção e Intervenção no Ambiente Escolar. A capacitação segue até o próximo dia 12 de junho e reúne profissionais da educação e da segurança pública com o objetivo de fortalecer ações de prevenção e aprimorar a resposta a situações de violência nas escolas. Participam do treinamento professores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares, policiais civis, policiais militares e demais profissionais ligados à proteção da comunidade escolar. A iniciativa busca preparar os participantes para identificar sinais de risco, adotar medidas preventivas e atuar de forma adequada diante de possíveis ocorrências de violência extrema em instituições de ensino. A capacitação está sendo realizada nas dependências da Faculdade do Estado do Acre (FEAC), localizada no bairro Cidade do Povo, em Rio Branco. A organização do evento ficou sob responsabilidade da Academia de Polícia Civil do Acre (Acadepol), que coordenou toda a logística necessária para a execução dos cursos, proporcionando um ambiente adequado para o desenvolvimento das etapas teóricas e práticas previstas na programação. Profissionais da educação e da segurança pública participam de atividades teóricas e práticas voltadas à prevenção da violência extrema escolar. Foto: Emerson Lima/PCAC A solenidade de abertura contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaya, o delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, a comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marta Renata da Silva, o coordenador de Combate ao Crime Organizado da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DIOP), delegado Getúlio Monteiro, o deputado federal Coronel Ulysses e o secretário de Estado de Educação, Reginaldo Luís Pereira. Durante a abertura do evento, o delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, destacou que a capacitação representa uma resposta concreta às ações implementadasapós o incidente registrado no Instituto São José. Capacitação promovida pela Polícia Civil do Acre aborda estratégias de prevenção, gerenciamento de crises e intervenção em casos de agressores ativos. Foto: Emerson Lima/PCAC “Logo após o incidente registrado no Instituto São José, dentre as medidas de segurança adotadas, a Polícia Civil buscou, em Brasília, essa capacitação, visando evitar que uma tragédia como aquela volte a acontecer. E, caso ocorra uma ocorrência semelhante seja registrada, queremos que os profissionais da educação e da segurança pública estejam preparados para agir da maneira correta, preservando vidas e minimizando riscos”, afirmou Buzolin. O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, ressaltou a importância da qualificação contínua dos profissionais que atuam na proteção da população. “Essa capacitação agrega conhecimento e valores aos profissionais da segurança pública, fortalecendo a capacidade de prevenção e resposta diante de situações críticas. É um investimento que reflete diretamente na segurança das nossas escolas e na proteção de alunos, professores e servidores”, destacou o secretário. Responsável pela coordenação da capacitação, o delegado Getúlio Monteiro explicou que os participantes terão acesso a conteúdos teóricos e práticos ao longo dos cinco dias de treinamento. “Durante esses cinco dias, os participantes conhecerão protocolos de prevenção, identificação de ameaças, gerenciamento de crises e técnicas de intervenção emergencial em casos de agressores ativos. O curso foi estruturado para proporcionar uma formação completa, alinhando conhecimento técnico e experiências práticas que poderão ser aplicadas na realidade das instituições de ensino do nosso estado”, explicou. A iniciativa integra os esforços do governo do Acre para fortalecer a cultura de prevenção e ampliar a segurança no ambiente escolar, promovendo a integração entre os setores da educação e da segurança pública em benefício da comunidade acreana. [Agência de Notícias]
Desembargador e deputado de MT são alvos da PF por venda de sentenças
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (8) a Operação Gemini, tendo como alvo um desembargador e um deputado estadual de Mato Grosso suspeitos de venda de sentenças e lavagem de dinheiro. Nesta manhã, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça do Mato Groso (TJMT), e do deputado estadual Faissal Calil (PL), além do advogado Bruno Castro. De acordo com a PF, eles são investigados pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. Ambos também tiveram quebrados os sigilos bancário, fiscal e telemático. À imprensa local, que se aglomerou em frente a sua residência, o deputado Faissal Calil declarou ter entregue seu celular e senha para a PF e negou qualquer envolvimento com esquema de venda de sentenças. Ex-servidor da Justiça matogrossense, tendo trabalhado no gabinete do desembargador Dirceu dos Santos, o parlamentar negou manter contato com o magistrado. “Desde que virei deputado, que saí do Tribunal de Justiça, perdi todo o meu contato”, afirmou aos jornalistas. A Agência Brasil tenta contato com o desembargador e com o advogado Bruno Castro, apontado como intermediário. O TJMT ainda não se manifestou sobre as investigações. CNJ Dirceu dos Santos já tem contra ele um processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que o afastou das funções no início de março, em meio à apuração de movimentações financeiras acima do compatível com o salário de juiz. De acordo quebras de sigilo bancário e fiscal já promovidas pelo CNJ, o magistrado movimentou nos últimos cinco anos mais de mais de R$ 14,6 milhões. No mesmo período, ele teve rendimentos oficiais de R$ 1,9 milhão. Segundo o órgão de controle da Justiça, “foram identificados indícios de que o magistrado requerido proferiu decisões mediante o possível recebimento de vantagens indevidas, realizando a intermediação de atos decisórios por intermédio de terceiros, empresários e advogados”. O afastamento cautelar do desembargador não tem prazo determinado e deve perdurar ao menos até o fim das investigações. [Agência Brasil]
Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas. “Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa. “O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no país. A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde. Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO). Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo. Os casos graves registrados foram identificados nesse público-alvo. O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue. A recomendação do sistema de farmacovigilância dá mais tempo para que sejam realizados estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco. Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização. Casos graves A vigilância é permanente e parte da rotina do PNI, com fluxo de investigação posterior. Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (Cifavi) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (Ctai), que recomendou a suspensão da vacinação com o imunizante do Butantã. Das pouco mais de 500 mil doses aplicadas em todo o país, 3.703 pessoas tiveram sintomas parecidos com os da dengue – 0,7% do total de vacinados. Desses, 42 apresentaram sintomas de alarme, que são: dor abdominal, vômito persistente ou sangramento – 0,008% dos vacinados – eventos raros, porém inesperados, já que não foram relatados durante a fase de estudos da vacina. Três pessoas apresentaram sintomas graves e foram hospitalizadas: Uma mulher, 39 anos, apresentou febre, mialgia e náuseas seis dias após receber a vacina, evoluindo para sintomas de dengue grave, com choque e necessidade de UTI; recebeu alta. Uma mulher, 48 anos, desenvolveu sintomas de dengue grave, com comprometimento neurológico (meningoencefalite) 19 dias após a vacinação; evoluiu para óbito. Um homem, 58 anos, iniciou quadro febril cinco dias após a vacinação, evoluindo rapidamente para sintomas de dengue graves, com choque refratário; evoluiu para óbito. Observação Segundo o ministro Alexandre Padilha, a população que recebeu a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias terá um acompanhamento especial para identificar algum sinal ou qualquer outra reação adversa. A orientação do Ministério da Saúde é procurar uma unidade de saúde em caso de intensificação dos seguintes sintomas: febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência intensa, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral. Reavaliação da estratégia Em nota, o Instituto Butantan informou que a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação. “O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS”, disse a instituição. Segundo o Instituto, a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população, o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população. [Agência Brasil]
DIÁRIO DO ESPORTE EM 08/06 2026
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