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DEPOIS DE UMA TEMPORADA longe do Acre, Arnóbio Marques, o BINHO está de volta!
Após a derrocada e consequentemente o fim da Frente Popular do Acre (FPA), boa parte da turma que mandou no estado por 20 anos consecutivos se mandou para outros estados. Grande parte deles montou resistência em Brasília. Foi o caso do ex-governador Binho Marques que fez as malas e partiu para Brasília com intenção de nunca mais voltar. Mas, como a vida da voltas, eis que o BINHO está de volta a terra de Galvez para passar uma temporada. É A TEMPORADA DE CAÇA AO ELEITOR. A pergunta que está no ar é: BINHO Marques teria condições de ajudar a eleger Jorge Viana senador da república mesmo após estar morando em outro estado há pelo menos 10 anos? Com que cara o ex-governador Binho Marques vai entrar nas casas dos acreanos para convencer o eleitor a votar no seu candidato? É a pergunta que não quer calar! Bom, ele (Binho) foi durante um bom tempo reconhecido pela população acreana como um bom gestor, um homem que se dizia apaixonado pelo Acre, onde foi secretário de educação e governador do estado. Agora, após 10 anos longe do estado e sem nenhuma convivência com os acreanos, seria o Binho Marques a pessoa certa para bater à porta do eleitor e pedir seu voto? Certamente o tempo dirá! De cara afirmo sem medo de errar que a colaboração do ex-governador Binho Marques na campanha de Jorge Viana será pífia. Hoje Binho não consegue sequer chegar aos bairros mais afastados do centro de Rio Branco sem a ajuda de um GPS. Fiquem ligados, o eleitor não é bôbo, ele sabe muito bem diferenciar aquele político que está ao seu lado no dia-à-dia, daqueles políticos copa do mundo que aparecem de 4 em 4 anos. No caso do Binho de 10 em 10 anos.
Prefeitura de Rio Branco é reconhecida nacionalmente no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora 2026
A Prefeitura de Rio Branco foi reconhecida nacionalmente durante a 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora 2026, realizada na noite desta segunda-feira (18), em Brasília, dentro da programação da 27ª Marcha dos Prefeitos. O município acreano conquistou o 3º lugar na categoria Simplificação, que reconhece iniciativas voltadas à melhoria do ambiente de negócios, redução da burocracia e fortalecimento das políticas públicas de apoio aos pequenos negócios e microempreendedores individuais. A edição deste ano contou com 2.818 iniciativas inscritas, de 1.934 municípios de todas as unidades federativas do país. (Foto: Maicon Felipe/Sebrae) A edição deste ano contou com 2.818 iniciativas inscritas, de 1.934 municípios de todas as unidades federativas do país. Rio Branco esteve entre os municípios premiados, reforçando o compromisso da gestão municipal com a modernização dos serviços, o incentivo ao empreendedorismo e a geração de oportunidades para a população. Rio Branco esteve entre os municípios premiados, reforçando o compromisso da gestão municipal com a modernização dos serviços. (Foto: Ascom/Sebrae) Representando a Prefeitura de Rio Branco no evento, a coordenadora da Sala do Empreendedor, Bruna Lima Caminha, destacou que o reconhecimento é resultado de um trabalho contínuo para tornar a administração pública mais acessível e eficiente para quem empreende. “É uma conquista que reconhece o esforço de toda a equipe e reafirma que estamos no caminho certo, trabalhando para gerar emprego, renda e desenvolvimento para a nossa cidade”, afirmou Bruna Lima. (Foto: Ascom/Sebrae) “Esse prêmio representa o compromisso da Prefeitura de Rio Branco em facilitar a vida do empreendedor, simplificar processos e criar um ambiente mais favorável para quem quer abrir, regularizar ou fortalecer seu negócio. É uma conquista que reconhece o esforço de toda a equipe e reafirma que estamos no caminho certo, trabalhando para gerar emprego, renda e desenvolvimento para a nossa cidade”, afirmou Bruna Lima Caminha. O Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora valoriza boas práticas municipais que contribuem para o desenvolvimento local. (Foto: Ascom/Sebrae) O Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora valoriza boas práticas municipais que contribuem para o desenvolvimento local e para a construção de um ambiente mais favorável aos pequenos negócios. Com mais de 20 anos de história, a premiação também estimula a inovação na gestão pública e inspira novas ações nos municípios brasileiros. Com o resultado, Rio Branco se consolida como uma das cidades brasileiras de destaque na implementação de políticas de simplificação e apoio ao empreendedorismo, fortalecendo o papel da Prefeitura como parceira de quem empreende e movimenta a economia local. [Assessoria]
Prefeitura de Rio Branco intensifica ações de acolhimento durante friagem com entrega de sopas e agasalhos
Devido à queda de temperatura registrada na capital acreana a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizou, na noite desta terça-feira (19), uma ação de entrega de sopas, agasalhos e cobertores a pessoas em situação de rua. A mobilização percorreu diferentes regiões da cidade com o objetivo de amenizar os impactos da friagem entre a população em situação de vulnerabilidade social, além de ofertar acolhimento àqueles que desejam deixar as ruas. A mobilização percorreu diferentes regiões da cidade com o objetivo de amenizar os impactos da friagem. (Foto: Marcos Araújo/Secom) Durante a ação, o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, destacou que esta já é a segunda campanha realizada pela Prefeitura em 2026 voltada ao atendimento a população em situação de rua durante períodos de baixas temperaturas. Segundo ele, além da entrega dos itens, a gestão municipal também trabalha para aproximar os serviços da assistência social da população mais vulnerável. “Estamos levando dignidade às pessoas que mais precisam”, pontuou o secretário Ivan Ferreira. (Foto: Marcos Araújo/Secom) “Estamos levando dignidade às pessoas que mais precisam. Além da sopa produzida pelo Restaurante Popular, dos agasalhos e cobertores, também estamos ofertando acolhimento para quem deseja sair da situação de rua. É um trabalho que busca estar mais próximo da população e garantir assistência a quem enfrenta esse momento de vulnerabilidade”, pontuou o secretário. Ferreira também ressaltou a solidariedade da população acreana e reforçou o pedido para que as doações continuem sendo realizadas nos pontos de arrecadação mantidos pela prefeitura. A primeira-dama de Rio Branco, Roberta Lins, destacou a importância da mobilização durante o período de friagem e reforçou que a iniciativa busca garantir acolhimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social. “É um momento importante para levar acolhimento a essas pessoas que enfrentam as baixas temperaturas nas ruas”, declarou Roberta Lins entregando sopa para Claúdia Diana. (Foto: Marcos Araújo/Secom) “É um momento importante para levar acolhimento a essas pessoas que enfrentam as baixas temperaturas nas ruas. Além da sopa e dos agasalhos, a ação também representa cuidado e atenção com quem mais precisa”, declarou. Durante a mobilização, Cláudia Diana, uma das pessoas atendidas pela equipe da assistência social, agradeceu pelas doações recebidas e frisou sobre a importância do apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade. “Isso aqui é uma bênção de Deus. Que Deus abençoe cada pessoa que ajudou para que esses agasalhos e cobertores chegassem até nós”, evidenciou. As equipes realizaram as entregas na praça em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Acre, na caixa d’água do bairro Seis de Agosto, na praça da Semsur, na região da Baixada da Sobral, e na Casa de Passagem de Migrantes. [Assessoria]
Novo bloqueio judicial automático de contas exige atenção de devedores
Os devedores com cobranças na Justiça precisam ter atenção redobrada. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) colocou em prática um projeto-piloto para reformular o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), sistema usado pela Justiça para localizar e bloquear dinheiro de devedores em processos judiciais. A principal mudança é a possibilidade de bloqueios ocorrerem no mesmo dia da decisão judicial, além do monitoramento contínuo das contas por até um ano. Até agora, as instituições financeiras levavam de um a dois dias úteis para cumprir as ordens. Com o novo sistema, que começou a funcionar na semana passada, o tempo de execução caiu para duas horas após a decisão judicial, com os tribunais enviando as ordens duas vezes por dia: às 13h e às 20h. Em fase de testes por 18 meses, o novo sistema vale para cinco bancos que assinaram acordo com o CNJ: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Nubank e XP Investimentos. O CNJ pretende ampliar gradualmente a medida para todo o sistema financeiro. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Além da redução do tempo, o novo sistema aumentou a duração dos bloqueios. Antes, o bloqueio atingia apenas o saldo disponível no momento da ordem judicial. Agora, a determinação poderá permanecer ativa por até um ano, permitindo que novos depósitos recebidos pelo devedor também sejam retidos automaticamente até atingir o valor da dívida. A nova versão do sistema amplia o poder de rastreamento do Judiciário sobre contas bancárias e aplicações financeiras. O CNJ afirma que o objetivo é tornar a recuperação de dívidas mais rápida e eficiente e impedir a movimentação para contas de terceiros após a expedição da ordem judicial. Para isso, o sistema passou a automatizar a comunicação entre tribunais e instituições financeiras, reduzindo o tempo de resposta dos bancos para poucas horas. Reação rápida Apesar da ampliação dos bloqueios, a legislação continua protegendo salários, aposentadorias, pensões e parte dos valores mantidos em poupança. Mesmo assim, especialistas alertam que o novo modelo exige reação rápida do devedor caso verbas protegidas sejam atingidas indevidamente. Em ações de cobrança, normalmente o bloqueio é determinado por liminar. Nesse caso, o devedor não recebe aviso prévio, prática autorizada pelo Código de Processo Civil. O objetivo é impedir a movimentação de valores para contas de terceiros, evitando que o devedor tenha tempo de retirar ou transferir os recursos antes do cumprimento da ordem judicial. Por causa disso, é comum que os devedores só tomem conhecimento do bloqueio ao tentar realizar operações cotidianas, como usar um cartão de crédito ou débito. Recomendações Após o bloqueio por liminar, o Código de Processo Civil determina a intimação do réu por um oficial de Justiça. A partir daí, o devedor tem até cinco dias para entrar com ação revisional e pedir o desbloqueio. No entanto, é necessário comprovar que o valor retido compromete a sobrevivência ou que a restrição atingiu valores protegidos pela legislação. Em tese, a mudança no Sisbajud pode ajudar o devedor porque ele percebe mais rápido o bloqueio. Por outro lado, a agilidade do novo modelo exige a procura mais rápida por um advogado. A recomendação é acompanhar processos judiciais regularmente, manter comprovantes de renda organizados e buscar orientação jurídica imediata em caso de bloqueio. Isso porque o monitoramento contínuo pode fazer com que salários e outros depósitos sejam retidos automaticamente assim que entrarem na conta. O que muda • Bloqueios poderão ocorrer no mesmo dia da decisão judicial; • Bancos terão até duas horas para iniciar a restrição de valores; • O monitoramento poderá durar até um ano; • Novos depósitos poderão ser bloqueados automaticamente; • O sistema terá duas janelas diárias de processamento: 13h e 20h; • Justiça e bancos passarão a trocar informações diretamente pelo sistema. Como funciona Antes, o bloqueio atingia apenas o saldo disponível na conta no momento da ordem judicial. Agora, o chamado “bloqueio permanente” mantém a ordem ativa por até um ano. Isso significa que salários, transferências ou outros depósitos futuros podem ser retidos automaticamente até que a dívida seja quitada. Bancos participantes Com duração de 18 meses, o projeto-piloto começou com cinco instituições financeiras: • Caixa Econômica Federal; • Banco do Brasil; • Itaú Unibanco; • Nubank; • XP Investimentos. Após os testes, a expectativa é que o modelo seja expandido para todo o sistema financeiro. O que fazer? Caso a conta seja bloqueada, a orientação é agir rapidamente: • Procurar um advogado imediatamente; • Verificar qual processo originou o bloqueio; • Identificar o valor retido; • Reunir documentos que comprovem a origem do dinheiro; • Pedir o desbloqueio de valores protegidos por lei. Documentos necessários Os principais documentos usados para pedir desbloqueio são: • Extratos bancários; • Holerites; • Extratos do INSS; • Comprovantes de aposentadoria; • Recibos de aluguel; • Gastos médicos e despesas essenciais. Valores protegidos A legislação brasileira protege parte da renda dos devedores. Em geral, não podem ser bloqueados: • Salários; • Aposentadorias; • Pensões; • Demais benefícios do INSS; • Valores de até 40 salários mínimos em poupança. Exceções previstas A proteção não é absoluta. A Justiça pode autorizar bloqueios em situações específicas: • Dívidas de pensão alimentícia; • Empréstimos consignados; • Ativos acima de 50 salários mínimos. Originalmente, a legislação permitia o bloqueio de salários apenas acima do limite de 50 salários mínimos. No entanto, em abril de 2023, o STJ admitiu a penhora parcial de salários abaixo desse limite, deste que não comprometa a subsistência da família. [Agência Brasil]
Acre reúne bombeiras militares do Brasil e de quatro países em encontro sobre liderança
O estado do Acre sediará, entre os dias 20 e 22, o 11º Encontro Nacional de Bombeiras Militares (Enbom), reunindo oficiais do Corpos de Bombeiros Militar (CBM) de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. O evento contará também com representantes da Bolívia, Peru, Panamá e Portugal, fortalecendo o intercâmbio de experiências e debates sobre a atuação feminina na carreira. O encontro busca promover debates sobre temas que atravessam a rotina das profissionais da segurança pública, como saúde mental, liderança feminina, desafios operacionais e o enfrentamento à violência de gênero dentro das corporações. A programação também inclui discussões sobre assédio moral e sexual, além do desenvolvimento de resiliência no ambiente militar. Embora voltado ao público feminino, o Enbom amplia o debate para além das corporações ao incentivar a construção de práticas mais humanizadas e qualificadas no atendimento às mulheres de forma geral. A proposta é fortalecer a atuação das instituições públicas diante das diferentes realidades enfrentadas pela população feminina no dia a dia. Cabos de Cruzeiro do Sul integram o 4º Bepcif, onde desenvolvem suas funções. Foto: cedida/CBMAC Esse encontro também fortalece a atuação do CBMAC no atendimento cotidiano às mulheres da sociedade acreana. Uma bombeira militar mais valorizada, mais preparada e mais protegida institucionalmente pode contribuir efetivamente para desenvolver uma corporação mais sensível, técnica e humanizada no atendimento às vítimas, às famílias e às comunidades. Segundo o comandante do CBMAC, coronel Charles Santos, o Enbom ajuda a promover equidade, pois cria um ambiente de escuta, troca de experiências, formação e amadurecimento institucional. “O objetivo [do Enbom] não é separar homens e mulheres dentro da corporação, mas reconhecer que existem desafios específicos que precisam ser enfrentados com seriedade, técnica, respeito e responsabilidade de comando”, afirmou. 2ª tenente, Marcela Sopchaki, comanda o 8º Bepcif, em Xapuri. Foto: arquivo pessoal O encontro nacional é considerado um espaço importante para fortalecer e ampliar a presença feminina nas corporações militares de todo o país, alinhado às diretrizes da Política Nacional de Bombeiros Militares (PNBM), que incentiva a proporcionalidade de gênero e o combate à discriminação dentro das instituições. Cadete Akauany Ferraz saiu da PMAC para realizar o sonho de ser bombeira. Foto: arquivo pessoal “Quando uma instituição militar discute esses temas de forma madura, fortalece a hierarquia, melhora o ambiente de trabalho, ajuda a prevenir adoecimentos, combate práticas inadequadas e amplia a capacidade de cada militar servir melhor à população”, concluiu o comandante-geral, Charles Santos, que tem tratado o Enbom como uma prioridade institucional, pois dialoga diretamente com os princípios defendidos no CBMAC: uma corporação moderna, técnica, humana, inclusiva, disciplinada, operacionalmente forte e preparada para os desafios do presente e do futuro. Major Francisca Fragoso dos Santos. Foto: Dharcules Pinheiro/Sejusp Ao sediar o 11º Encontro Nacional de Bombeiras Militares, o Acre consolida-se como espaço de diálogo e construção de políticas voltadas à valorização feminina nas forças de segurança. Reunindo representantes de diferentes estados brasileiros e de outros países, o evento reforça o compromisso do Corpo de Bombeiros Militar do Acre com uma atuação cada vez mais moderna, inclusiva e preparada para os desafios contemporâneos, fortalecendo não apenas as profissionais da corporação, mas também a qualidade do atendimento prestado à população. [Agência de Notícias]
Brasileiros com diabetes defendem uso de tecnologias no tratamento
Sete em cada dez brasileiros com diabetes (70%) afirmam que a doença afeta de modo significativo o bem-estar emocional. Setenta e oito por cento relatam ter ansiedade ou preocupação com o futuro, e dois em cada cinco pacientes se sentem sós ou isolados em função da doença. Os dados são de pesquisa feita pelo Global Wellness Institute (GWI), em parceria com a Roche Diagnóstica, que explorou percepções sobre o diabetes, a vida com a doença e as ferramentas de manejo. A pesquisa foi realizada em setembro de 2025, em nível global, com 4.326 pessoas com diabetes, com idade igual ou maior que 16 anos, das quais 20% no Brasil. O levantamento foi feito em 22 países. Além do Brasil, foram pesquisadas pessoas na Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Alemanha, Hong Kong, Índia, Japão, Kuwait, Países Baixos, Polônia, Portugal, Romênia, Arábia Saudita, África do Sul, Espanha, Turquia e Reino Unido. No grupo de pacientes com diabetes tipo 1, o estudo mostra que 77% afirmam ser afetados de modo significativo em seu bem-estar emocional. Diabetes O diabetes é causado pela produção insuficiente ou a má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A doença pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, pode levar à morte. Já o Diabetes Melito tipo 1 (DM1) é uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção e secreção de insulina, o que resulta em deficiência na secreção desse hormônio no organismo. O Brasil ocupa a 6ª posição mundial em casos de diabetes, de acordo com o Atlas Global do Diabetes 2025 da International Diabetes Federation (IDF), com um total de 16,6 milhões de adultos diagnosticados com a doença. Resultados A pesquisa mostra ainda que para 56% dos entrevistados no Brasil, o diabetes limita a capacidade de passar o dia fora de casa; 46% afirmam ter dificuldades em situações comuns, como trânsito ou reuniões longas. Outros 55% dizem não acordar plenamente descansados, devido aos efeitos das variações glicêmicas durante a noite. A maior parte dos pacientes diz que não se considera atendido pelo modelo atual de cuidado, apesar dos avanços registrados. Somente 35% se consideram muito confiantes no gerenciamento da própria condição, o que sinaliza a existência de problemas para o controle e previsibilidade da doença. Em torno de 44% dos consultados defendem que tecnologias mais inteligentes, que possam prever mudanças nos níveis de glicose, deveriam ser priorizadas para prevenção de complicações. Já 46% dos pacientes que usam medidores tradicionais, como os glicosímetros, ou testes de ponta de dedo, consideram que os sensores de monitoramento contínuo de glicose (CGM, do nome em inglês) deveriam ser adotados devido à capacidade de funcionarem como alertas preditivos. Previsibilidade Cinquenta e três por cento dos entrevistados apontam que a principal funcionalidade desejada em sensores com inteligência artificial (IA) é a capacidade de prever níveis futuros de glicose. Esse número sobe para 68% entre os pacientes com diabetes tipo 1. Saber as tendências antecipadas dos níveis de glicose daria a 56% dos brasileiros consultados a sensação de estarem no controle da doença, enquanto 48% comentaram que a redução de surpresas de picos e quedas de glicose inesperadas aumentaria sua qualidade de vida. Entre os pacientes com diabetes tipo 1, 95% consideram fundamentais ferramentas capazes de prever hipoglicemia e hiperglicemia, o que facilitaria sua condição. [Agência Brasil]
Parecer da 6×1 é adiado em meio à pressão para transição de 10 anos
A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e do fim da escala 6×1 adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-PB). Pelo cronograma original, o relator divulgaria seu texto nesta quarta-feira (20). O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado Centrão, que reúne legendas da direita tradicional, para incluir uma regra de transição de 10 anos, com redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores e exclusão de categorias consideradas essenciais. O presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), informou que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição, mas que a data votação do texto, previsto para o dia 26 de maio na Comissão, está mantida. “Se tivesse a definição, o relatório seria apresentado amanhã [dia 20]. Mas ainda não há. Há diálogos, sem dúvida alguma. São pontos a serem esclarecidos, são pontos a serem acordados, mas o sentimento, sem dúvida alguma, em especial, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”, afirmou Santana. O adiamento foi definido após reunião do relator, na noite dessa terça-feira (19), com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Emendas ao projeto Uma das emendas apresentadas pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), que conta com assinatura de 176 deputados, afirma que o fim da escala 6×1 só entraria em vigor dez anos após a promulgação da emenda constitucional. A sugestão ainda exclui da redução da jornada trabalhadores considerados “essenciais”. “Sendo consideradas [essenciais] aquelas cuja interrupção possa comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas, serão definidas por lei complementar e terão jornada máxima de quarenta e quatro horas semanais”, diz o texto da emenda. Além disso, a emenda reduz de 8% para 4% a contribuição patronal ao FGTS e isenta temporariamente a contribuição das empresas à Previdência Social, que atualmente é de 20% sobre o salário. >> Confira a lista de deputados que apoiam a emenda, o que inclui, principalmente, parlamentares do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13). O governo tem defendido uma proposta sem regra de transição e sem redução de salário. O relator tem defendido uma posição intermediária com uma transição entre 2 a 4 anos de duração, segundo revelou para o jornal Folha de São Paulo. A outra emenda apresentada à PEC 221 de 2019, de autoria de Tião Medeiros (PP-PR), com apoio de 171 deputados, também prevê uma transição de 10 anos, além de excluir da redução da jornada de 44 para 40 horas trabalhadores de setores considerados “essenciais”. [Agência Brasil]