A Prefeitura de Rio Branco recebeu, na sala de videomonitoramento do município, na manhã desta sexta-feira (27), a visita técnica de representantes da Universidade Federal do Acre, interessados em conhecer de perto o funcionamento do sistema utilizado pela gestão municipal. O modelo, considerado inédito no estado, tem se destacado pelo uso de tecnologia para reforçar a segurança pública, o ordenamento urbano e o acompanhamento de obras e do trânsito na capital. A equipe da universidade demonstrou interesse em analisar a estrutura implantada pelo município com a perspectiva de, futuramente, firmar uma parceria institucional para a instalação de uma sala de videomonitoramento dentro do campus, ampliando a integração entre as estruturas e fortalecendo as ações de segurança. De acordo com o diretor de tecnologia da sala de videomonitoramento da Prefeitura, Manuel de Jesus, a visita representa um passo importante para a cooperação entre as instituições. “Recebemos o comunicado da universidade com muita alegria. A equipe técnica demonstrou interesse no projeto e também apresentou propostas de uso de tecnologias que estão sendo desenvolvidas no campus. Foi um momento de troca de conhecimento e construção de possibilidades”, destacou. O programa Rio Branco Mais Segura é uma iniciativa da prefeitura que conta com 261 câmeras fixas e 49 móveis de alta tecnologia distribuídas em todas as regionais da cidade. O sistema realiza a captura de imagens em tempo real, direcionando os dados para os bancos das instituições de segurança já integradas à plataforma, permitindo respostas mais rápidas e maior eficiência no monitoramento urbano. Durante o encontro, a equipe da Ufac conheceu o histórico de implantação do sistema, desde a concepção da ideia até a instalação dos portais e equipamentos em pontos estratégicos. Também foram apresentados os projetos que integram o programa, como o De Olho no Trânsito, De Olho na Obra e De Olho no Rio, além de outras iniciativas em fase de planejamento. Para o analista Eduardo de Assis Oliveira, o sistema é inovador e de grande utilidade. Segundo ele, a equipe ficou surpresa com a magnitude da estrutura. “Já tínhamos conhecimento do projeto, mas não imaginávamos essa dimensão. É uma ferramenta muito útil tanto para o poder público quanto para a população. Neste momento estamos conhecendo o funcionamento para levar as informações à gestão superior da universidade e avaliar as possibilidades”, afirmou. O integrante da equipe universitária de tecnologia, Renilson Oliveira, também avaliou positivamente a estrutura. “É um sistema que integra vários setores, como trânsito e obras, sempre com foco no bem-estar da sociedade. A cidade universitária já estuda a possibilidade de levar a proposta para a reitoria e demais órgãos competentes para análise e, quem sabe, firmar uma parceria com a prefeitura”, ressaltou. Segundo Manuel de Jesus, a aproximação com a universidade abre espaço para o desenvolvimento de novas funcionalidades, integrações tecnológicas e soluções inovadoras para tornar Rio Branco uma cidade cada vez mais inteligente. “A universidade é um berço de ideias e reúne jovens talentos e equipes qualificadas. Essa parceria será fundamental para fortalecer pesquisas aplicadas e garantir melhorias contínuas nos sistemas de monitoramento, ampliando a segurança das instituições e de toda a população”, concluiu. [Assessoria]
Prefeitos dos 22 municípios do Acre discutem solução conjunta para resíduos sólidos
O prefeito de Rio Branco e presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Tião Bocalom, esteve reunido na manhã desta sexta-feira (27) com os 22 prefeitos acreanos. Na ocasião, os gestores avaliaram e acompanharam a prestação de contas da entidade referente ao exercício de 2025. Além disso, debateram um dos maiores problemas enfrentados pelos municípios, a destinação adequada dos resíduos sólidos, apontada como um dos principais gargalos, especialmente diante da necessidade de cumprimento das legislações ambientais vigentes. Segundo Emerson Leão, diretor executivo do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Acre, a alternativa encontrada para enfrentar o problema foi a união dos gestores municipais por meio de ações consorciadas, possibilitando soluções viáveis e sustentáveis para toda a região. Ele destacou que o consórcio vem avançando desde a sua criação, com apoio técnico, inclusive com a contratação de geólogo para dar suporte aos municípios, além da parceria com a AMAC e o governo estadual. “Estamos avançando de forma significativa. O consórcio cresceu muito nesses quase três anos e hoje já contamos com apoio técnico especializado. A Lei nº 12.305 é clara ao estabelecer que todos os geradores devem contribuir com a taxa de resíduos, garantindo a sustentabilidade do sistema e evitando penalidades aos gestores”, explicou Emerson Leão. O prefeito da capital e presidente da AMAC, Tião Bocalom, destacou que, com o apoio do Governo do Estado do Acre e a contrapartida de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, as prefeituras acreanas, inclusive as dos municípios com menor capacidade financeira, terão, finalmente, uma solução definitiva para a destinação adequada dos resíduos sólidos. “Esse é um problema que se arrasta há mais de 30 anos e que nenhum município, sozinho, tem condições de resolver. Agora, com o apoio do governo e a estruturação do projeto pelo BNDES, tenho certeza de que vamos dar uma solução definitiva e livrar nossos prefeitos desse passivo histórico”, afirmou Bocalom. O prefeito de Porto Acre, Máximo Antônio de Souza, que formalizou a adesão ao consórcio, destacou a importância da iniciativa para os municípios. “Quem ganha é o meio ambiente e, principalmente, a população. Estamos tratando de um problema que envolve lixo, saneamento e saúde pública. Com o financiamento para os estudos e a definição do modelo de gestão, vamos conseguir dar uma resposta efetiva à sociedade e atender às exigências dos órgãos de controle”, ressaltou o gestor. A reunião reforçou o compromisso conjunto dos municípios acreanos em buscar soluções regionais e sustentáveis para a gestão dos resíduos sólidos, garantindo mais qualidade de vida para a população e o cumprimento da legislação ambiental. [Assessoria]
Governo derruba alta de imposto para smartphones e eletrônicos
Após repercussão negativa no Congresso e nas redes sociais, o governo federal decidiu revogar parte do aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos e bens de capital anunciado no início do mês. A medida foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex). A decisão restabelece as alíquotas anteriores para 15 produtos de informática, incluindo smartphones e notebooks. A Camex também zerou a tarifa de importação para 105 itens classificados como bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e produtos das áreas de informática e telecomunicações. Nos dois casos, a redução de tarifas de importação ocorre por meio do mecanismo de ex-tarifário, que reduz alíquotas para itens sem produção de similar ou equivalente no Brasil. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Smartphones Com o recuo, a alíquota de importação de smartphones retorna a 16%. A proposta anterior previa elevação para 20%. Em alguns casos, o aumento poderia chegar a até 7,2 pontos percentuais. Também tiveram as tarifas restabelecidas produtos como notebooks, que retornam à alíquota original de 16%; gabinetes com fonte de alimentação (10,8%); placas-mãe (10,8%); mouses e track-balls (10,8%); mesas digitalizadoras (10,8%) e unidades de memória SSD (10,8%). Segundo o governo, as alterações passam a valer a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União. A lista completa de produtos beneficiados está disponível no site da Camex. Desgaste político O aumento inicial atingia cerca de 1,2 mil itens e gerou reação de parlamentares da oposição e de setores empresariais, que alertaram para possível impacto nos preços ao consumidor. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vinha defendendo a medida sob o argumento de proteção à indústria nacional e de correção de distorções no comércio exterior. Ele esclareceu que mais de 90% dos produtos afetados são produzidos no Brasil, e o aumento só atingia produtos importados. No caso de eletrônicos produzidos ou montados no país com insumos importados, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) esclareceu que os componentes seriam beneficiados pelo mecanismo de drawback, que reduz o Imposto de Importação de insumos usados para fabricar produtos destinados à exportação. O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026 com a elevação das alíquotas. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo do Senado, previa receita maior, de R$ 20 bilhões neste ano. Pressão Diante da pressão política, o Executivo optou por um recuo parcial. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a decisão acolheu pedidos protocolados por empresas até 25 de fevereiro e já estava prevista nas regras de ex-tarifário, mecanismo que permite zerar imposto para produtos sem similar nacional. A pasta informou que as alíquotas mais altas anunciadas no início do mês não chegaram a entrar em vigor. Os 105 produtos que tiveram a tarifa reduzida a zero permanecerão com isenção por 120 dias. Novas revisões poderão ocorrer nas próximas reuniões do Gecex, que delibera mensalmente sobre realinhamentos tarifários. [Agência Brasil]
DIÁRIO DO ESPORTE EM 27/02 2026
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