Diante da cheia do Rio Acre, que obrigou dezenas de famílias a deixarem suas casas, o cuidado com as crianças desabrigadas tornou-se uma das principais preocupações do poder público municipal. Em situações de emergência como essa, garantir proteção, acolhimento e atividades que minimizem os impactos emocionais é fundamental para preservar o bem-estar e o desenvolvimento infantil. Nesse contexto, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, tem intensificado ações voltadas às crianças que estão abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana. Uma das iniciativas é desenvolvida pelo Programa Criança Feliz, que atua diretamente no acolhimento e no estímulo ao desenvolvimento dos menores atingidos pela alagação. Durante o último fim de semana, a equipe do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Sobral promoveu atividades lúdicas de pintura com as crianças acolhidas no abrigo. A proposta é oferecer momentos de descontração, criatividade e expressão, ajudando a reduzir os efeitos emocionais provocados pelas mudanças repentinas causadas pela enchente. Segundo o diretor de Assistência Social, Ivan Ferreira, o trabalho lúdico desempenha um papel essencial nesse processo. “É uma atividade que busca entreter os jovens e estimular a livre expressão e a criatividade, contribuindo para amenizar os impactos psicológicos da situação vivida por essas crianças”, explicou. O Programa Criança Feliz atende meninos e meninas de 2 a 13 anos, oferecendo não apenas atividades recreativas, mas também ações pedagógicas e de acompanhamento que visam fortalecer o desenvolvimento infantil mesmo em contextos de vulnerabilidade. De acordo com o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, o cuidado com as crianças é uma prioridade da gestão. “É uma determinação do nosso prefeito, Tião Bocalom, cuidar dos nossos jovens e crianças, estimulando o desenvolvimento natural, minimizando os traumas e proporcionando atividades que promovam a superação das dificuldades e o convívio em grupo”, destacou. As ações seguem sendo realizadas enquanto as famílias permanecem no abrigo, reforçando o compromisso do município com a proteção integral de crianças e adolescentes afetados pela cheia do Rio Acre. [Assessoria]
Prefeito de Rio Branco apresenta projeto pioneiro de reciclagem ao Sicredi em busca de parceria estratégica
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, recebeu nessa terça-feira (27), em seu gabinete, o superintendente do Sicredi no Acre, Odemir Bechilin, para apresentar o projeto “Acre Recicla”, um projeto inovador que torna a capital acreana pioneira na implantação de uma usina de termoplásticos na região Norte. A iniciativa prevê o reaproveitamento de materiais como garrafas PET, sacolas plásticas, isopor e outros resíduos sólidos, que passarão a ser transformados em novos produtos, como tábuas e peças feitas da chamada ‘madeira plástica’. O projeto é desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) e o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos (CINRESO), que reúne 22 municípios acreanos. Durante a apresentação, o prefeito destacou o caráter inovador do programa e o papel fundamental da população na separação correta dos materiais recicláveis. “Primeiro de tudo, quero dizer que o que estamos fazendo é pioneirismo aqui na Prefeitura de Rio Branco. Pegar o lixo e transformá-lo em peças. Esse é o Acre Recicla. Vamos iniciar o projeto piloto em Rio Branco e contar com o apoio do Sicredi. Cada participante receberá um saco de 100 litros para separar todo material reciclável. Tudo será levado para a usina e transformado em madeira plástica. Quem ganha é a população e, principalmente, o meio ambiente”, disse o gestor municipal. Para o Sicredi, a proposta representa uma oportunidade de fortalecer ações sustentáveis e ampliar o alcance da coleta seletiva no estado. “Falamos sobre a importância de coletar, preparar o material e gerar um produto com a reciclagem. Estamos avaliando entrar como parceiros do projeto, que começará em alguns bairros, mas pode alcançar todo o Acre”, ressaltou Odemir Bechilin, superintendente do Sicredi no Acre. O encontro contou ainda com representantes do CINRESO e consultores técnicos que acompanham a implantação do programa. “O projeto Acre Recicla está começando por Rio Branco e marca o início da política estadual de resíduos. A ideia é instalar o processo aqui e, depois, expandir para os demais municípios”, afirmou Afonso da Rocha, consultor da Secretaria Municipal de Meio Ambinete. “Escolhemos dois bairros de Rio Branco para iniciar o plano piloto do programa. Com essa parceria entre a Prefeitura, o consórcio e o Sicredi, em breve o Recicla Acre estará presente nos demais 21 municípios do estado”, disse Emerson Leão, secretário-executivo do CINRESO. Com a implantação da usina de termoplásticos e o início efetivo do Acre Recicla, Rio Branco avança para um novo modelo de gestão ambiental, transformando resíduos em oportunidades, gerando renda e promovendo sustentabilidade para toda a população. [Assessoria]
Deracre realiza serviços de tapa-buraco na Rodovia AC-040, em Rio Branco
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), executa serviços de tapa-buraco na rodovia AC-040, no trecho entre os quilômetros 7 e 8, em Rio Branco. A ação tem como objetivo recuperar pontos danificados do asfalto e melhorar a segurança de quem trafega pela via. Os serviços consistem na retirada do pavimento deteriorado e aplicação de nova massa asfáltica, corrigindo buracos causados pelo desgaste natural e pelas chuvas. O trecho recebe grande fluxo diário de veículos e é utilizado por moradores da capital e da zona rural. A presidente do Deracre, Sula Ximenes, explicou que a intervenção atende a um levantamento técnico realizado pela equipe do órgão. “Estamos atuando nos pontos mais críticos da AC-040 para garantir melhores condições de tráfego e reduzir riscos para motoristas e moradores que utilizam essa rodovia todos os dias”, afirmou. A execução dos serviços conta com equipes próprias do Deracre. Durante os trabalhos, podem ocorrer intervenções pontuais no tráfego, com sinalização no local para orientar os condutores. O Deracre informa que as ações de manutenção seguem em outras rodovias estaduais, conforme a identificação de trechos que necessitam de reparos. [Agência de Notícias]
Caso Master: PF vai apurar suposta campanha contra o BC nas redes
A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar a existência de um ataque orquestrado ao Banco Central por meio das redes sociais, após a autoridade monetária ter liquidado o banco Master. As suspeitas surgiram após denúncias de influenciadores digitais de direita, que disseram ter sido abordados com propostas financeiras para gravar vídeos com críticas ao BC. Um dos que vieram a público é Rony Gabriel, vereador de Erechim, no Rio Grande do Sul, pelo PL. Em entrevista ao jornal O Globo, neste mês, ele relatou ter sido procurado por executivos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master. Segundo o relato, a ideia seria criticar a liquidação do Master e colocar em xeque a credibilidade do BC. Fraude financeira O banco Master já é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), em inquérito sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, por suspeitas de fraude financeira em operações envolvendo a compra da instituição pelo BRB, banco do Distrito Federal. O negócio foi barrado pelo BC, sob a suspeita de que o banco público estaria adquirindo carteiras de crédito podres, ou seja, sem nenhum lastro em ativos reais. Até o momento não há um número oficial para o rombo, com estimativas que vão de R$ 2,4 bilhões a R$ 4 bilhões. Os investigados, incluindo Vorcaro, já começaram a ser ouvidos pela PF. Com as denúncias sobre uma suposta campanha negativa contra o BC nas redes sociais, a PF produziu um relatório preliminar e o entregou a Toffoli. O ministro examinou postagens e outras informações antes de autorizar a abertura de um novo inquérito específico sobre a suposta campanha difamatória. Os investigadores devem agora apurar se houve ação paga e orquestrada, o que pode configurar crime contra as instituições. [Assessoria]
BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta vez seguida
Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro. Essa é a quinta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. No comunicado, o Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o BC. A decisão unânime ocorreu com o Copom desfalcado. No fim de 2025, expirou o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos na volta do Congresso Nacional, em fevereiro. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então. Inflação A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA ficou em 4,26% , o menor nível anual desde 2018. Com o resultado, o indicador voltou a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação. Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2026, a inflação desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março. As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4%, levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,05%. Crédito caro O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central aumentou de 1,5% para 1,6% a projeção de crescimento para a economia em 2026. O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,8% do PIB em 2026. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. [Agência Brasil]
Anvisa aprova cultivo de cannabis por empresas e amplia acesso
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que amplia o uso de terapias à base de cannabis. Com a norma, fica autorizada a venda do canabidiol em farmácias de manipulação e o cultivo da planta no país — por pessoas jurídicas — voltada para a fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados. Neste caso, a produção é restrita, compatível com a procura pelos itens e conforme indicado pelas empresas à Anvisa. A Anvisa pretender criar e coordenar um comitê, integrado pelos Ministérios da Justiça, da Saúde e da Agricultura e Pecuária. Essa instância ficará incumbida de manter ações permanentes de controle e assegurar fiscalização e segurança em todas as etapas de produção. Com a nova resolução do órgão, também fica permitida a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica. Também fica permitida a importação da planta ou do extrato para a fabricação de medicamentos. Ficou decidido na reunião da Anvisa um limite de até 0,3% de THC (Tetrahidrocanabinol), composto da planta, tanto para materiais importados como para adquiridos. O THC é usado para tratamento de pessoas que vivem com diversas doenças debilitantes e crônicas. As mudanças nas regras do uso da cannabis no país atendem a pedido do Superior Tribuna Federal (STF) que, no fim do ano passado, determinou que a Anvisa regulamentasse o uso da planta desde que com fins medicinais. Otimismo O mais novo passo na regulamentação da cannabis sativa como medicamento e objeto de pesquisa é recebido com otimismo por parcela significativa das entidades que levantam a bandeira. Emilio Figueiredo, que participou da criação da primeira associação do país pensada para garantir o acesso de pacientes a medicamentos canábicos, celebra o avanço no debate e na concepção do ato normativo. “Foi muito interessante e surpreendente abrirem para a escuta”, afirmou o advogado, observando ser uma iniciativa inédita. Cofundador da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, Figueiredo aposta em mais lucidez e assertividade sobre as soluções de ampliação do acesso. Ele comenta, ainda, o poder de atração da cannabis em diversos círculos, independentemente da posição política-ideológica, de modo que “a gente não tem nenhum modelo em que as pessoas se reúnem da mesma forma”. Durante a reunião desta manhã, Jair Pereira Barbosa Júnior, representante da Federação das Associações de Cannabis Terapêutica (Fact), de Alto Paraíso (GO), salientou a capacidade de auto-organização do movimento associativo e a diminuição da insegurança jurídica com a regulamentação. Aderência à cannabis no Brasil Apesar dos obstáculos para obtenção dos remédios à base de cannabis, o Brasil soma 873 mil pessoas em tratamento, segundo o anuário da Kaya Mind, de 2025. O número é recorde e aparece após uma curva ascendente, ano após ano. No total, há 315 associações provedoras de cannabis medicinal, das quais 47 conquistaram avanços judiciais para cultivo. Ao todo, foram identificadas pela Kaya Mind 27 hectares de plantio mantido por essas organizações. O faturamento anual também é uma demonstração da maior aceitação desse tipo de substância. Em 2025, houve uma alta de 8,4% na comparação com 2024, chegando a R$ 971 milhões. Por seu potencial de mercado, o Brasil sedia a ExpoCannabis, que, ano passado, realizou sua terceira edição. A proporção é de cerca de 2,7 médicos que prescrevem medicamentos canábicos para cada 10 mil pacientes, com uma média que fica entre 5,9 mil e 15.100 profissionais da saúde receitando mensalmente. Se, entre médicos, tem havido popularização, dentistas têm tido mais resistência. Apenas 0,2% deles os indicam aos pacientes que atendem. Desde 2015, ao menos R$ 377,7 milhões foram gastos com fornecimento público de produtos à base de cannabis e somente cinco estados ainda não têm leis de fornecimento público de cannabis medicinal. Além disso, oito em cada dez (85%) dos municípios brasileiros já tiveram ao menos um paciente tratado com cannabis desde 2019. O relatório ressalta o encaminhamento, por 68 empresas, de 210 pedidos de Autorização Sanitária pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 327/19 desde 2020, com aprovação de 24 foram delas. [Agência Brasil]
DIÁRIO DO ESPORTE EM 28/01 2026
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