A Prefeitura de Rio Branco prorrogou por mais um ano o decreto que declara situação de emergência no município em razão das cheias do Rio Acre. O decreto original, publicado em 14 de março de 2025, tinha validade de um ano e foi estendido diante da permanência das condições de anormalidade enfrentadas pela capital, que já registra a sexta alagação consecutiva. A prorrogação foi assinada pelo prefeito durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (29), em seu gabinete, com a presença de secretários municipais que integram a gestão. A medida possibilita a manutenção e ampliação de ações emergenciais voltadas à proteção da população, especialmente das famílias afetadas pelas enchentes. Segundo o prefeito, a decisão considera a continuidade do cenário de risco e a necessidade de garantir respostas rápidas e eficazes. “Estamos declarando a permanência da situação de anormalidade caracterizada pela emergência decretada em 14 de março de 2025. Com essa prorrogação por mais um ano, conseguimos incluir novas ações, inclusive na área da saúde, assegurando atendimento emergencial à população”, explicou. O coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, destacou que a prorrogação do decreto é fundamental para dar suporte legal às ações da gestão, tanto na zona urbana, quanto na rural. “Apesar do decreto anterior ainda estar em vigor, é necessário manter formalmente a situação de emergência. O município enfrenta ciclos de seca e inundação, além de danos estruturais como ruas rompidas e crateras abertas pelas chuvas, que demandam tempo e recursos para recuperação”, ressaltou. A prorrogação do decreto se fez necessária diante da situação emergencial vivenciada pela população de Rio Branco em decorrência da cheia do Rio Acre, permitindo a continuidade de medidas excepcionais indispensáveis à resposta eficaz ao desastre, como a agilização na contratação de serviços, execução de obras essenciais e fortalecimento das ações de assistência às famílias atingidas. [Assessoria]
Com apoio da tecnologia, Defesa Civil reforça apoio às famílias atingidas pela enchente do Rio Acre
O governo do Estado, em articulação com os órgãos de Comando e Controle, mantém a execução de um plano de contingência com ações coordenadas para garantir a segurança das pessoas atingidas, minimizar riscos e assegurar assistência imediata às populações mais vulneráveis, considerando o elevado volume de chuvas registrado em diversos municípios e a consequente elevação dos rios. A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) deve articular-se com autoridades federais, estaduais e municipais para minimizar riscos, mobilizar recursos humanos e materiais, coordenar ações de socorro às comunidades isoladas e prestar assistência e apoio logístico aos municípios afetados. Devido à cheia dos rios no estado, a governadora em exercício do Acre, Mailza Assis, decretou situação de emergência nos municípios de Feijó, Plácido de Castro, Rio Branco, Santa Rosa do Purus e Tarauacá. O decreto foi publicado em edição do Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira, 29, e é válido por 180 dias. Na capital, o nível do Rio Acre segue em elevação e alcançou 15,38 metros na medição de 15h. As cotas de alerta e de transbordo em Rio Branco são de 13,50 metros e 14 metros, respectivamente. O coronel Carlos Batista explicou que todas as informações relacionadas à cheia chegam ao Centro Integrado de Operações em Segurança (Ciosp) pelo telefone 193. A partir daí, os dados são repassados ao sistema de comando de incidentes do Corpo de Bombeiros, que coordena a retirada das famílias atingidas. “Quando se fala em Defesa Civil, estamos nos referindo a todo o sistema estadual de proteção e defesa civil. Todas as instituições estão em ação e articuladas para dar suporte aos municípios”, destacou. O coronel acrescentou que as informações oficiais são geradas dentro da sala de situação do Sistema Estadual de Defesa Civil, que centraliza os dados sobre o cenário global da enchente. “Desde o início estamos com o monitoramento e ações para mitigar os efeitos. Agora com o decreto, podemos tomar as decisões de maneira mais precisa e assertiva”, destacou. Tecnologia a favor da população O major Roger Santos, comandante da Operação de Desastre Hidrológico em Rio Branco, explicou que o aplicativo Família Segura foi desenvolvido em 2025 e utilizado pela primeira vez nas enchentes de março. Agora, também está sendo empregado na cheia de dezembro. Segundo ele, o objetivo da ferramenta é agilizar os atendimentos e preservar os dados das famílias afetadas. “O líder de equipe consegue cadastrar informações completas, como nome, CPF, idade, sexo, se a pessoa é indígena ou possui necessidades especiais, além dos bens e animais retirados. Isso nos permite estimar valores preservados, identificar perfis das famílias atendidas e mapear os locais mais recorrentes de alagamentos”. O major ressaltou que o banco de dados criado nas enchentes anteriores já permite prever pontos críticos de alagação conforme o nível do rio, o que facilita a tomada de decisão. “Com o aplicativo, conseguimos gerar estatísticas e compreender melhor a dinâmica das enchentes no estado. Ele já foi utilizado em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá, e a partir de 2026 será estendido a todos os municípios do Acre, consolidando-se como uma importante ferramenta de gestão de desastres pelo CBMAC”, afirmou. Mais de 40 famílias em abrigo Ao todo, 46 famílias estão abrigadas em escolas da capital. Além de informações e orientações, o sistema integrado também atua na retirada das famílias, garantindo apoio àqueles que tiveram suas casas atingidas pela inundação. O soldado Viktor Cavalcante, do Corpo de Bombeiros, é um dos que encabeçam essas equipes que chegam até os mais necessitados. Ele explicou que o fluxo de chamados tem sido intenso, principalmente nos bairros Cadeia Velha e Seis de Agosto, os primeiros a serem atingidos pela enchente. “As pessoas ligam para o 193, a ocorrência é registrada na central de atendimentos do 1º Batalhão e, a partir daí, são montadas equipes com representantes do Corpo de Bombeiros e de outras secretarias. Essas equipes se deslocam até o bairro ou a rua indicada e realizam a retirada das famílias, seja para abrigos ou para casas de parentes”, detalhou. Ele acrescentou que há diferentes reações no momento do atendimento. “Cerca de metade das famílias ainda resiste em deixar suas casas, na esperança de que o rio baixe. A outra parte, principalmente aquelas com crianças pequenas, já procura abrigo ou a residência de familiares para se proteger”, afirmou [Agência de Notícias]
Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil
O Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, desmentiu nesta segunda-feira (29), em Brasília, informações que circulam nas redes sociais e que afirmam que transações financeiras a partir de R$ 5 mil seriam taxadas. “As fake news que estão circulando inventaram, desta vez, uma multa de 150% para quem não pagar o falso tributo”, destacou a Receita Federal em comunicado. A nota lembra que a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. “Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, reforçou a Receita. Falso Ela destacou, ainda, que não existe nenhuma tributação de 27,5% sobre transações. “É completamente falso”, frisou. “Também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, completou a Receita. Por fim, o comunicado destaca que não existe tributação por movimentação financeira. “A Receita Federal esclarece que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro interessa apenas a criminosos”, finaliza a nota. [Agência Brasil]
Correios preveem 15 mil demissões voluntárias e fechar mil agências
Com o objetivo de reduzir os déficits registrados desde 2022, os Correios divulgaram nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação da companhia com previsão de fechar 16% das agências da estatal, o que representa cerca de mil das 6 mil unidades próprias em todo o país. A estatal espera economizar R$ 2,1 bilhões com o fechamento de unidades. Considerando outros pontos de atendimento realizados por parceria, são 10 mil unidades que prestam serviços para os Correios no Brasil. Como a empresa pública tem a obrigação de cobrir todo o território nacional, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, destacou que o fechamento dessas agências será realizado sem violar o princípio da universalização do serviço postal. “A gente vai fazer a ponderação entre resultado [financeiro das agências] e o cumprimento da universalização para a gente não ferir a universalização ao fecharmos pontos de venda da empresa”, explicou o presidente dos Correios em coletiva de imprensa, em Brasília (DF). Demissão Voluntária O plano dos Correios prevê ainda cortes de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028, com venda de imóveis e dois planos de demissão voluntária (PDVs) previstos para reduzir o número de funcionários em 15 mil até 2027. “A gente tem 90% das despesas com perfil de despesa fixa. Isso gera uma rigidez para a gente fazer alguma correção de rota quando a dinâmica de mercado assim exige”, disse. O plano de reestruturação era esperado devido aos sucessivos resultados negativos que a estatal vem acumulando desde 2022, com um déficit estrutural de R$ 4 bilhões anuais “por causa do cumprimento da regra de universalização”, segundo justificou o presidente Rondon. Neste 2025, a estatal registra um saldo negativo de R$ 6 bilhões nos nove primeiros meses do ano e está com um patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões. Empréstimo e abertura de capital A companhia informou ainda que tomou um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos para reforçar o caixa da companhia, assinado na última sexta-feira (26). Porém, a direção dos Correios ainda trabalha para encontrar outros R$ 8 bilhões necessários para equilibrar as contas em 2026. A estatal estuda ainda, a partir de 2027, uma mudança societária nos Correios. Atualmente, a companhia é 100% pública, mas avalia a possibilidade de abrir seu capital transformando-a, por exemplo, em uma companhia de economia mista, como é hoje a Petrobras e o Banco do Brasil. Corte de pessoal e benefícios O plano apresentado pelos Correios prevê medidas para serem implementadas entre 2026 e 2027, incluindo os PDVs, sendo um no próximo ano e outro em 2027. Outros alvos da direção dos Correios são os planos de saúde e de previdência dos servidores, que devem ter cortes nos aportes feitos pela estatal. “O plano [de saúde] tem que ser completamente revisto e a gente tem que mudar a lógica dele porque hoje ele onera bastante. Ele tem uma cobertura boa para o empregado, mas, ao mesmo tempo, financeiramente insustentável para a empresa”, justificou o presidente. Com as demissões voluntárias e os cortes de benefícios, os Correios esperam reduzir as despesas com pessoal em R$ 2,1 bilhões anuais. Além disso, o plano estima vender imóveis da companhia para gerar R$ 1,5 bilhão em receita. “Esse plano vai além da recuperação financeira. Ele reafirma os Correios como um ativo estratégico do estado brasileiro, essencial para integrar o território nacional, garantir acesso igualitário a serviços logísticos e assegurar eficiência operacional em cada região do país, especialmente onde ninguém mais chega”, concluiu o presidente dos Correios. Crise no setor postal Os Correios enfrentam uma crise financeira que, segundo a direção da companhia, vem desde 2016, motivada pelas mudanças no mercado postal em razão da digitalização das comunicações, que substituiu as cartas, reduzindo a principal fonte de receita. A estatal também atribui dificuldades financeiras a entrada de novos competidores no comércio eletrônico como um dos motivos da atual crise do setor. “É uma dinâmica de mercado que aconteceu no mundo inteiro e algumas empresas de correios conseguiram se adaptar. Várias dessas empresas ainda registram prejuízos. Um exemplo é a empresa americana de correios que está reportando prejuízo da ordem de US$ 9 bilhões”, comparou Emmanoel. O presidente da estatal brasileira se referiu a empresa pública dos Estados Unidos (EUA) United States Postal Service (USPS), que também anunciou recentemente medidas para enfrentar os déficits financeiros. [Agência Brasil]
Prefeitura de Rio Branco remove famílias atingidas pela cheia do Rio Acre
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade, realizou, na noite deste domingo (28), a remoção de três famílias, totalizando 16 pessoas, atingidas pela cheia do Rio Acre no bairro Ayrton Senna. As famílias, que residiam na Rua Campo Novo, foram retiradas com total segurança e encaminhadas para o abrigo instalado na Escola Municipal Marilda Gouveia Viana, localizada no bairro João Eduardo II. A gestão municipal segue garantindo todo o suporte necessário às famílias afetadas pela enchente. Ao chegarem aos abrigos, elas são acolhidas pela equipe técnica da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, onde recebem atendimento psicológico e psicossocial, além de assistência social contínua. A ação tem como objetivo minimizar os impactos causados pela situação de vulnerabilidade enfrentada pelas famílias. A Defesa Civil Municipal permanece monitorando o nível das águas do Rio Acre e de todo o seu manancial, mantendo vigilância constante e adotando medidas preventivas para assegurar a população. De acordo com o diretor-presidente da Empresa Municipal de urbanização de Rio Branco (Emurb), Abdel Derze, por orientação do prefeito Tião Bocalom, as equipes da Emurb estão prestando apoio na retirada dessas famílias, desde o início do sinistro. “Nossos colaboradores e transportes, estão a disposição da Defesa Civil de Rio Branco durante o dia e noite, estamos trabalhando com escalas dentro da nossa programação sem interferência nas demandas previstas, nesse momento, todos os esforços estão sendo realizados para atender as famílias prestando todo apoio necessário”, afirmou. As famílias atingidas pela cheia que necessitarem de apoio ou remoção podem entrar em contato com o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, que funciona 24 horas para o atendimento de ocorrências relacionadas à enchente. [Assessoria]
Prefeitura de Rio Branco garante atendimento integral às famílias afetadas pela cheia do Rio Acre
De acordo com o boletim oficial dos abrigos divulgado na manhã desta segunda-feira (29), às 7h, o número de famílias atingidas pela cheia do Rio Acre chegou a 135, totalizando 364 pessoas afetadas pela elevação do nível do rio. A Prefeitura de Rio Branco está garantindo todo o atendimento necessário às famílias atingidas. “As pessoas acolhidas nos abrigos públicos instalados em escolas municipais estão acomodadas em ambientes refrigerados e recebem assistência psicológica, de saúde, educacional e psicossocial, assegurando dignidade e cuidado durante o período de emergência”, informou o prefeito de Rio Branco Tião Bocalom. Como forma de ampliar a capacidade de acolhimento, a gestão municipal já iniciou os trabalhos para a construção de mais 60 abrigos no Parque de Exposições Wildy Viana, reforçando a estrutura de apoio às vítimas da enchente. “A Defesa Civil Municipal segue em alerta permanente, monitorando o nível do Rio Acre e de seus mananciais, além de orientar e coordenar as equipes que atuam diretamente no atendimento às famílias atingidas”, disse o coordenador da Comdec, tenente-coronel Cláudio Falcão. A Prefeitura reforça que as famílias que necessitarem de apoio podem entrar em contato pelo telefone 193, onde as equipes responsáveis estão de prontidão para realizar o atendimento necessário [Assessoria]
Detran alerta para novas regras de circulação de ciclomotores e bicicletas elétricas a partir de 2026
A partir de 1º de janeiro de 2026, passam a valer em todo o país as novas regras para ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos, conforme a Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A medida determina que ciclomotores deverão ser registrados, licenciados e emplacados. Além disso, seus condutores precisarão possuir Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A. Os veículos também deverão estar equipados com espelhos retrovisores, farol dianteiro, lanterna traseira, velocímetro, buzina e escapamento silencioso. O uso de capacete e vestuário de proteção passa a ser obrigatório. De acordo com o Contran, os proprietários têm até 31 de dezembro de 2025 para se adequar às novas exigências. A presidente do órgão executivo de trânsito do Acre, Taynara Martins, reforça que o objetivo é garantir mais segurança e padronizar a circulação de veículos no trânsito das cidades. “As novas regras trazem mais responsabilidade e proteção para quem utiliza ciclomotores e bicicletas elétricas. É uma adequação necessária para evitar acidentes e promover um convívio mais seguro entre todos os modais”, destaca. As bicicletas elétricas, por sua vez, continuam dispensadas de registro e licenciamento, mas devem cumprir os requisitos mínimos de segurança, como indicador de velocidade, sinalização noturna e campainha. Esses veículos podem circular em ciclovias, ciclofaixas e áreas de pedestres, conforme normas regulamentares. A principal diferença entre os dois tipos de veículos está no modo de funcionamento: o ciclomotor possui acelerador e não tem pedais de fábrica, enquanto a bicicleta elétrica opera com pedal assistido e o motor desliga quando o ciclista para de pedalar. [Agência de Notícias]
Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição
Em uma viagem a Paris, o jornalista Cásper Líbero ficou maravilhado com uma corrida realizada à noite. Decidido a promover algo semelhante no Brasil, ele idealizou uma prova que deveria ocorrer sempre no último dia do ano. E foi assim que, em uma noite do dia 31 de dezembro de 1925, foi realizada a primeira Corrida de São Silvestre da história. Ela recebeu esse nome em homenagem ao santo do dia. “A São Silvestre foi uma ideia do jornalista, empresário e advogado Cásper Líbero. Ele estava passeando por Paris em 1924 e assistiu uma prova em que os corredores empunhavam tochas, fazendo um efeito super lindo à noite, com aquela vibração toda. Ele gostou, se entusiasmou e trouxe a ideia para o Brasil, para São Paulo. E já em 1925 ele criou a primeira edição da corrida de São Silvestre. Na época, inclusive, São Silvestre era escrito com Y. Foi aí que nasceu a nossa prova, que hoje está completando a sua centésima edição”, diz Eric Castelheiro, diretor-executivo da Corrida Internacional de São Silvestre, em entrevista à reportagem do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação – EBC. Disputada inicialmente na virada do ano, a primeira edição contou com 60 inscritos, mas apenas 48 deles participaram da largada, que ocorreu no Parque Trianon, na Avenida Paulista, às 23h40. Eles percorreram 8,8 mil metros pelas ruas de São Paulo e a corrida acabou sendo vencida por Alfredo Gomes, que completou o percurso em 23m19s. “O Alfredo Gomes era um atleta negro. Em 1924, um ano antes da primeira edição da São Silvestre, ele já fazia sucesso porque estava representando o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Ele foi o primeiro negro a representar o país”, explica Castelheiro. Desde então, a São Silvestre se tornou a corrida mais tradicional e conhecida do país e só deixou de ser realizada em 2020, devido à pandemia da covid-19. No ano passado, a prova completou 100 anos de sua história, mas é somente neste ano de 2025 que ela chega à sua centésima edição, alcançando um recorde de participantes com mais de 50 mil corredores inscritos. Heróis Em suas primeiras edições, apenas atletas brasileiros participavam da prova. Mas, a partir de 1927 foi permitida a inscrição de estrangeiros que moravam no Brasil, o que vez com que o italiano Heitor Blasi, radicado em São Paulo, vencesse as edições de 1927 e 1929. Blasi foi o único estrangeiro a ganhar a prova na chamada fase nacional da corrida, que durou até 1944. A partir de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a corrida passou a contar com a participação de atletas estrangeiros, mas inicialmente só para atletas da América do Sul. Foi só dois anos depois que ela passou a ser de fato mundial, dando início a um período de 34 anos sem vitórias de atletas brasileiros, o que só foi superado em 1980, com a vitória do pernambucano José João da Silva. As mulheres só começaram a competir em 1975, prova que foi vencida pela alemã Christa Valensieck. Lágrimas e gritos Em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, da EBC, o empresário e ex-atleta José João da Silva recordou daquele dia em que quebrou o tabu. “O povo começava a chorar, a gritar. O Osmar (de Oliveira, meu médico) começou a gritar e a chorar. Era [a quebra] de um tabu. O primeiro brasileiro a vencer”, conta. “Eu fui o abençoado, vamos dizer assim. Cheguei e consegui esse marco. Essa vitória foi um grande marco”, recorda. Ele, que começou a trabalhar muito cedo, ainda criança, nas roças de Pernambuco, não fazia ideia do que aquela vitória na São Silvestre significaria para a sua vida. “Parou o país. Foi como uma Copa do Mundo. O povo queria invadir e foi contido pela polícia. Eu não sabia o tamanho [dessa vitória]. Depois a gente fica meio [assim], dá até vontade de chorar. É muito impactante. A tua vida muda totalmente”, recorda. Um brasileiro como José João da Silva e que vence essa prova acaba se tornando uma espécie de herói para a população, destaca o diretor da corrida. “Esses atletas [brasileiros], que estão em um evento tão representativo e que tem tanto alcance e história, acabam virando ídolos”, assegura. “Um atleta de uma corrida de rua está correndo o tempo todo em todo lugar. Então, ele acaba sendo aquele super-herói humano. Ele parece um super-herói, mas ele também é humano igual a você. Então acho que isso acaba trazendo muita identificação”, garante. Recorde Isso foi o que aconteceu com Marilson Gomes dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010. “Os brasileiros torcem muito para [os atletas] brasileiros, independente de qual modalidade for. Na São Silvestre a gente pode sentir isso. Quando você ganha, vemos mais pessoas querendo correr também, querendo participar de prova de rua. Eu vi muitos depoimentos e até hoje escuto pessoas falando que começaram a correr porque me viram correr a São Silvestre, porque me viram ganhar a São Silvestre em 2003”, assegura. Maria Zeferina Baldaia também sentiu uma grande mudança em sua vida após participar e ganhar a corrida em 2001. Ela, que trabalhou por 20 anos como boia-fria [termo popular usado para ser referir a um trabalhador rural], recorda como começou a correr até se tornar referência no esporte. “Eu trabalhava como boia-fria e, na hora do almoço, desde criança, eu corria. Já saia correndo pelo carreador que são as estradas largas que dividem a cana dos dois lados”, conta. “Corri durante 15 anos descalça, porque eu não tinha tênis. Meus pais não tinham condições de comprar um e, mesmo assim, eu continuei correndo, apesar dos cacos de vidro e do sol quente. Eu tinha o objetivo de ajudar a minha família, então corri durante 15 anos descalça”, recorda. Inspiração Um dia ela estava assistindo a uma corrida da São Silvestre na casa de uma vizinha e surgiu a inspiração para participar do evento.
Mega da Virada entra na reta final para apostas físicas e online
Interessados em participar do sorteio da Mega da Virada têm até as 20h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira (31) para realizar suas apostas, de forma física ou online. O prêmio estimado para o sorteio deste fim de ano é de R$ 1 bilhão, o maior da história. O concurso especial ocorre anualmente na última noite do ano. As apostas podem ser feitas em mais de 13 mil lotéricas de todo o país, pelo portal da Caixa e pelo aplicativo de loterias da Caixa. Clientes do banco também podem utilizar o internet banking. O sorteio será realizado às 22h, com transmissão pelo perfil das Loterias Caixa no Facebook e pelo canal da Caixa no YouTube. Para fazer uma aposta simples, de seis números, é preciso desembolsar R$ 6. O prêmio da Mega da Virada não acumula. Se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, o prêmio será dividido entre os acertadores da segunda faixa, com acerto de cinco números), e assim por diante. Desde a sua primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas que acertaram as seis dezenas. Alerta Na última semana, a Caixa alertou para o surgimento de diversos sites falsos que simulam o portal Loterias Online, único site oficial para recebimento de apostas, inclusive apostas da Mega da Virada. “Além de não registrarem as apostas, os falsários podem furtar os dados pessoais da vítima e ficar com o dinheiro dela”, destacou a Caixa em comunicado. [Agência Brasil]
DIÁRIO DO ESPORTE EM 29/12 em 2025
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