Monitorando a situação de vários pontos da cidade de Rio Branco devido à forte chuva que atingiu a capital acreana na noite da última quinta-feira (25) até o final da tarde de sexta-feira (26), com precipitação superior a 170 milímetros, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), deu início aos protocolos de atendimento à população atingida por enxurradas e alagamentos. Somente na noite de sexta-feira, equipes da Defesa Civil Municipal, da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos prestaram atendimento a 50 pessoas. Inicialmente, 13 famílias foram retiradas de suas casas, sendo que 10 foram levadas para a Escola Municipal Álvaro Vieira da Rocha, no bairro Conquista, e três foram encaminhadas para casas de familiares. “De forma permanente e constante, desde as primeiras horas em que começou a chuva, iniciamos um monitoramento. Ficamos a madrugada inteira e, pela manhã, começamos a ir aos bairros para verificar como estava se comportando toda a questão hidrográfica aqui de Rio Branco. Constatamos recentemente que tivemos mais de 170 milímetros de chuva. Com isso, houve um grande transtorno para as famílias e agora, ainda durante a noite, seguindo as orientações do prefeito Tião Bocalom, estamos aqui, no bairro da Paz, retirando famílias. Já ativamos abrigos e estamos removendo mais famílias, uma vez que o igarapé Batista continua aumentando paulatinamente”, explicou Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil Municipal. Em Rio Branco, 15 bairros, com cerca de 1.500 famílias, foram atingidos diretamente pela enxurrada, sendo que 300 dessas famílias foram atingidas com maior severidade e precisarão ser retiradas de suas casas. “Nós tivemos 15 bairros atingidos, com algo em torno de 1.500 famílias afetadas no município de Rio Branco por essa grande chuva, essa grande enxurrada. Dentro desse total, pelo menos 300 famílias foram atingidas de forma mais severa, inclusive algumas delas estão sendo retiradas neste momento”, concluiu o coordenador. Na Rua Botafogo, no bairro da Paz, cerca de quatro famílias foram retiradas do local. No Parque das Palmeiras, uma moradora cadeirante foi retirada nos braços por um servidor da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade. A Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade disponibilizou 200 servidores para atuar na assistência às famílias atingidas pela enxurrada. “Esse é o nosso planejamento para atender, e já estamos monitorando desde as primeiras chuvas de inverno, junto com a Defesa Civil, com o coronel Falcão, com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, com a Saúde, além da Emurb e da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana. Estamos nesse mutirão para atender a região da Baixada, o bairro Plácido de Castro também, onde já realizamos o trabalho preventivo desde o começo do inverno. Aqui no bairro da Paz, como falei, o trabalho começou ainda no verão. Já acionamos mais de 200 colaboradores, trabalhando em equipe, e estamos desde às cinco horas da manhã acompanhando esse monitoramento e levando atendimento, conforme determinação do nosso prefeito Tião Bocalom”, afirmou Tony Roque, secretário municipal de Cuidados com a Cidade. O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Joabe Lira, acompanhou a retirada das famílias que estavam sendo encaminhadas para o abrigo. “Estamos acompanhando desde cedo essa enxurrada que atingiu a nossa cidade. Conversei ainda pela manhã com o coronel Falcão, coordenador da Defesa Civil, sobre as providências que a Prefeitura estava tomando para o monitoramento dos pontos já conhecidos como propícios a alagamentos, além de prestar apoio às famílias. Estivemos à tarde na Baixada do Sobral, conversando com moradores do bairro Ayrton Senna, onde foram construídas duas galerias, e agora estamos no bairro da Paz, prestando apoio. Neste momento, a prioridade é garantir a segurança dessas famílias e aguardar que o nível das águas comece a baixar, já que a chuva cessou”, comentou o parlamentar. Os trabalhos iniciados ainda na tarde de sexta-feira (26), seguiram até o início da madrugada de sábado, com o acolhimento e o abrigamento da última família na Escola Municipal Álvaro Vieira da Rocha. [Assessoria]
Prefeito Tião Bocalom reúne secretariado para planejar socorro às famílias vítimas das enchentes
A forte chuva que atingiu o município nas últimas horas causou sérios transtornos. De acordo com a Defesa Civil municipal, foram registrados 171 milímetros de chuva em apenas 17 horas, o equivalente a 19 dias de precipitação, um fato considerado inédito para esta época do ano. Ao todo, 15 bairros foram afetados, atingindo cerca de 1.500 famílias. Dessas, 10 — entre crianças, jovens, adultos e idosos — precisaram ser retiradas de suas casas e foram acolhidas na Escola Álvaro da Rocha, no bairro da Comquista. As famílias estão recebendo refeições, água potável, atendimento de saúde e outros serviços essenciais. Nas últimas 24 horas, o nível do Rio Acre subiu de 7,60 para 13,73 metros, medição registrada às 6 horas desta manhã. A partir dos 14 metros, será necessária a retirada de moradores dos bairros historicamente atingidos pelas cheias do rio. Segundo a Defesa Civil, as primeiras áreas a serem afetadas são as comunidades indígenas que vivem no bairro da Base. Atualmente, os maiores problemas registrados são enxurradas, deslizamentos e desmoronamentos.Diante da situação, o prefeito Tião Bocalom reuniu, na manhã desta terça-feira, todo o secretariado municipal para planejar o atendimento às famílias atingidas e determinou o empenho total das equipes da Prefeitura. Em seguida, o prefeito visitou as famílias abrigadas na Escola Álvaro da Rocha, onde se solidarizou com os desabrigados e garantiu total apoio do poder público neste momento de dificuldade.Entre as pessoas acolhidas está Ângela Karine Santos da Silva, que está no abrigo com a filha, o esposo e o cunhado. Moradora do bairro da Paz, ela agradeceu o apoio recebido.“Muito obrigada à Prefeitura pelo socorro que está dando a mim e à minha família. Em um momento difícil como este, é bom saber que podemos contar com o poder público”, afirmou. Outra moradora, Sebastião Granjeiro, do bairro Parque das Palmeiras, também elogiou a atuação da gestão municipal.“Nunca fui tão bem atendida em períodos de enchente como nesta gestão. Sou muito grata”, relatou.Acompanhado do vice-prefeito Alysson Bestene de secretários municipais, o prefeito Tião Bocalom também esteve no Parque de Exposições, onde autorizou o início dos serviços de limpeza do local para, se necessário, construir abrigos provisórios para receber as vítimas das enchentes. Na zona rural, localidades como Catuaba, Quixadá, Belo Jardim e Colibri já foram atingidas pelas águas do Rio Acre e de igarapés. Famílias da agricultura familiar já começam a contabilizar perdas na produção. No Quixadá, algumas famílias encontram-se isoladas devido ao rompimento de uma bueiro. [Assessoria]
Polícia Federal prende Filipe Martins, condenado pela trama golpista
A Polícia Federal informou neste sábado (27) que cumpre dez mandados de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, para condenados no âmbito da trama golpista, que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A decisão, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, ocorre após a tentativa frustrada de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal e um dos condenados pelo STF. Felipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, foi um dos presos por determinação de Moraes. Em uma rede social, o advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, informou que os policiais federais compareceram à casa do ex-assessor, em Ponta Grossa, no Paraná, para efetivar a medida de prisão domiciliar. O advogado considera a prisão como “abusiva”, por não atender os critérios do direito penal. “Não há nenhum indício concreto de risco de fuga e, como qualquer leigo sabe, a Constituição proíbe punir uma pessoa por atos de terceiros”, afirmou. Filipe Martins e Silvinei Vasques integram o Núcleo 2 da trama golpista. Martins foi condenado a 21 anos, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão, inicialmente em regime fechado e multa, e Vasques a 24 anos e 6 meses, sendo 22 anos de reclusão, também em regime fechado. Além do Paraná, a PF informou que as ordens judiciais estão sendo cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército em parte das diligências. A PF informou ainda que, além da prisão domiciliar, o STF ordenou medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas. Tentativa de fuga Na sexta-feira (26), Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, após o ex-diretor da PRF ter sido preso, após tentar fugir do país pelo Paraguai. O ex-diretor cumpria prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, e a medida foi determinada após Silvinei romper o equipamento e fugir para o país vizinho, onde foi detido pelas autoridades locais quando tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador. Moraes apontou na decisão que foi informado pela Polícia Federal de que a tornozeleira parou de emitir sinal de GPS por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (25). Em seguida, agentes foram à casa do ex-diretor, em São José, em Santa Catarina, e constataram que ele não estava na residência. Ainda na sexta-feira, a PF confirmou que o ex-diretor foi levado pela polícia paraguaia para a fronteira com o Brasil e entregue a agentes da PF na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Ciudad del Leste, no Paraguai. Ele deve ser transferido para Brasília nas próximas horas. [Agência Brasil]