O prefeito de Rio Branco e presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Tião Bocalom, participou, na tarde desse domingo (23), da solenidade de inauguração da Ponte da Sibéria, no município de Xapuri. A obra, construída com recursos do governo federal e do governo do Estado, recebeu um investimento de R$ 47 milhões e deve beneficiar milhares de moradores do município e de toda a região. Para o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, a entrega da ponte representa a realização de um sonho antigo para diversas famílias que, ao longo dos anos, aguardavam a conclusão da estrutura. “Uma obra que vai beneficiar muitas famílias que, há cerca de 35 anos, governadores e prefeitos sempre se elegeram dizendo que iam construir e não fizeram. O governador Gladson Cameli chegou e fez, o senador Márcio Bittar está aqui também ajudando a concluir a obra. Estou muito feliz de poder ver o nosso Acre se desenvolvendo a cada dia que passa”, afirmou o gestor municipal de Rio Branco. O governador Gladson Cameli destacou a relevância da ponte para a mobilidade e para o desenvolvimento econômico e social de Xapuri, reforçando que a entrega representa mais qualidade de vida para a população. Ele também agradeceu à diretora-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Sula Ximenes, pelo empenho nas ações que tornaram possível a conclusão da obra. “E em nome de toda a equipe de governo, eu quero agradecer especialmente a Sula. Essa mulher guerreira, com muita honra que está fazendo um grande trabalho à frente da presidência do Deracre”, declarou. Sula Ximenes ressaltou que a ponte tem impacto direto na vida de mais de 18 mil pessoas. “É uma obra de significado inigualável. Vai beneficiar, na verdade, mais de 18 mil pessoas, e não somente a comunidade da Sibéria, mas também àqueles que moram em Xapuri e possuem negócios na região”, destacou. Autor da principal emenda parlamentar que garantiu recursos para a construção, o senador da República, Márcio Bittar, afirmou que a ponte representa integração social e econômica para o município. “Isso aqui integra o município. Eu sei, na minha própria vida, o que é morar em uma cidade dividida por um rio. Hoje fazemos o reencontro de velhos amigos, o reencontro de famílias que antes ficavam separadas. Hoje é o marco desse reencontro. E eu fico feliz de ter dado uma contribuição para isso acontecer”, declarou o senador. [Assessoria]
Brasil e Moçambique assinam acordos para fortalecer o país africano
Brasil e Moçambique firmaram, nesta segunda-feira (24), nove atos de cooperação para fortalecer a capacidade institucional moçambicana nas áreas de desenvolvimento, saúde, educação, diplomacia, empreendedorismo, promoção comercial, aviação civil, assistência jurídica e serviços agroflorestais. Em vista a Maputo, capital do país africano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que quer recuperar a capacidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de financiar empresas brasileiras no exterior, beneficiando o próprio país e nações parceiras, como Moçambique. Segundo Lula, para conseguir exportar esses serviços, o Brasil deve oferecer opções de crédito para financiar a internacionalização dos negócios do país, o que já foi feito via BNDES. A comitiva brasileira desembarcou em Maputo neste domingo (24), vindo de Joanesburgo. na África do Sul, onde Lula participou da Cúpula de Líderes do G20 – grupo das maiores economias do mundo. A viagem a Moçambique se insere nas comemorações de 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países , que também são parceiros no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O Ministério das Relações Exteriores ainda reforça que, ao assumir o terceiro mandato, em 2023, o presidente deixou claro que retomaria a relação com os países africanos como prioridade da política externa. [Agência Brasil]
Inflação de 2025 ficará abaixo do teto da meta, em 4,45%
Pela segunda semana consecutiva, a projeção para a inflação de 2025 no Brasil está abaixo do teto da meta. É o que mostra o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (24), com as previsões do mercado financeiro indicando que o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, em 4,45%. Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas riquezas produzidas no país), o mercado manteve as projeções registradas nas semanas anteriores, de crescimento de 2,16% em 2025; de 1,78% em 2026; e de 1,88% em 2027. Inflação Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta para a inflação é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. A melhora na previsão veio após o resultado da inflação de outubro (0,09%), anunciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), ser a menor para o mês, desde 1998. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses, findando em outubro, ficou em 4,68%. Foi, portanto, a primeira vez, em oito meses, que o patamar apresentado ficou abaixo da casa de 5%. A revisão do Boletim Focus para o IPCA de 2025 estava em 4,56% há quatro semanas; e em 4,46% na semana passada. Para os anos subsequentes, as projeções inflacionárias apresentadas pelo mercado está em 4,18%, em 2026; e em 3,80% para 2027. Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início deste mês. No entanto, o Copom não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”. Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima do centro da meta (3%), apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo. A estimativa dos analistas de mercado é, há 22 semanas, de que a Selic encerre 2025 em 15% ao ano. No entanto, foi revista para baixo nas projeções para 2026, passando dos 12,25% projetados nas semanas anteriores, para 12% nesta edição do boletim. Para 2027, as projeções estão estáveis, em 10,50%. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. Câmbio Com relação ao câmbio, as projeções do mercado financeiro se manteve estável, indicando que o dólar fechará o ano cotado a R$ 5,40. O mercado manteve também as mesmas projeções divulgadas nas semanas anteriores para a moeda norte-americana, tanto pra 2026 como 2027: R$ 5,50. [Agência Brasil]